Uma versão sem reverência às HQs
Rodrigo Fonseca
Especial para o Correio da Manhã
Sempre que aparecia nas HQs dos Vingadores, paquerando a Feiticeira Escarlate e a Tigresa, Magnum (chamado nos EUA de Wonder Man) se achava a última rosquinha do pacote, mas empregava bem a energia iônica em seu corpo na hora de debelar ferrabrases como o Ronin Vermelho ou o Barão Zemo. Seu time de criadores (o roteirista Stan Lee e os desenhistas Don Heck e Jack Kirby) apresentaram-no aos quadrinhos em "The Avengers" nº 9 (outubro de 1964) e redefiniram sua figura no nº 58 da mesma revista, em novembro de 1958.
No entanto, nada da mitologia que as HQs fundaram para o personagem, cujo nome civil é Simon Williams, foi de utilidade para os astros da série Disney que almeja fazer dele o Homem-Aranha da vez. "Eu só fui conhecer as revistinhas mais tarde, até por não ser muito do quadrinho, preferindo enxergar o que temos diante de nós como se fosse uma sátira", disse Yahya Abdul-Mateen II ao Correio da Manhã, numa coletiva via Zoom.
Ele foi o vilão Arraia Negra na franquia "Aquaman" (2018-2023) e trabalhou na (indefensável) série "Watchmen", da HBO Max (2019), mas ainda assim, não dá muita bola para a arte gráfica, tal como seu parceiro de cena Ben Kingsley, que vive o ator Trevor Slattery (outrora Mandarim).
"Essa história fala mais sobre pessoas e relacionamentos do que sobre elementos de HQs", diz Kingsley. "O que mais me interessou aqui foi a amizade".
O superpoder de Magnum que mais surpreendeu Yahya não passa por habilidades de voo ou por soltar raios: "A verdade e a honestidade exigem força e coragem".
