Por: Rodrigo Fonseca | Especial para o Correio da Manhã

CRÍTICA / FILME / AFIRE | De prosa com a empatia

'Afire' pode ser melhor apreciado à luz de um aforismo de seu realizador, Christian Petzold | Foto: Divulgação

Ganhador do Grande Prêmio do Júri da 73. Berlinale, em fevereiro, o sinuoso "Afire" pode ser melhor apreciado à luz de um aforismo de seu realizador, Christian Petzold. "O afeto nos dá uma identidade de pertencimento" é a frase com que o realizador alemão brindou fãs ao disputar o Urso de Ouro e ser elogiado pela força de seu roteiro.

Embalado pelo hit "In My Mind", do grupo vienense Wallners, o novo longa do diretor de "Phoenix" (2014) e de "Undine" (2020) presta tributo à literatura numa articulação entre a arte da escrita e a arte do viver. Sua habitual parceira, a atriz Paula Beer, brilha no papel da misteriosa hóspede de uma casa no litoral, numa fase alta de calor, onde um aspirante a escritor, Leon (Thomas Schubert), anseia por uma avaliação de seu editor. Mas há incêndios ao redor, na mata, acossando os moradores e visitantes. Haverá um incêndio dentro dele também, mexendo com sua incapacidade de amar e sua falta de empatia.

 

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