Viradouro é a campeã do Carnaval do Rio 2026
Escola de Niterói conquista seu lugar no topo com um enredo pulsante, inovação estética e a força de Mestre Ciça na Avenida
A Unidos do Viradouro é a grande campeã do Carnaval do Rio 2026. Com um desfile potente, vibrante e tecnicamente impecável, a vermelho e branco de Niterói conquistou o público e os jurados ao transformar a Marquês de Sapucaí em um verdadeiro templo do ritmo, da emoção e da identidade do samba. A escola somou 270,0 pontos, gabaritando todos os quesitos, e garantiu seu quarto título, reafirmando seu protagonismo na elite do Carnaval carioca.
Na classificação final, Beija-Flor e Vila Isabel terminaram empatadas na segunda colocação, ambas com 269,9 pontos, em uma disputa acirrada até os últimos envelopes. O Salgueiro ficou em quarto lugar com 269,7 pontos, seguido pela Imperatriz Leopoldinense, quinta colocada com 269,4, e pela Mangueira, que fechou o grupo das seis primeiras com 269,2 pontos.
Na sequência da tabela, Unidos da Tijuca e Grande Rio empataram com 268,7 pontos, ocupando a sétima e a oitava posições. O Paraíso do Tuiuti terminou em nono lugar, com 268,5, enquanto a Portela ficou na décima colocação, com 267,9 pontos. A Mocidade Independente de Padre Miguel foi a 11ª colocada, com 267,4. Já a Acadêmicos de Niterói, em sua estreia no Grupo Especial, ficou na última posição, com 264,6 pontos, e acabou rebaixada para a Série Ouro.
Desde o anúncio do enredo, a Viradouro já sinalizava que pisaria forte na Avenida. A proposta de celebrar a essência da bateria, personificada na figura de Mestre Ciça, não apenas guiou o desfile como também deu alma à apresentação. Mais do que um tema, a escola construiu uma narrativa viva, pulsante, que levou para a Sapucaí o coração do samba em sua forma mais genuína.
A bateria, aliás, foi um dos pontos altos do desfile. Em uma solução estética ousada e impactante, os ritmistas vieram em destaque sobre uma alegoria, rompendo com a tradição e ampliando a potência visual e sonora do segmento. A escolha não foi apenas cenográfica, mas simbólica. Elevou literalmente o papel da bateria, colocando-a no centro da narrativa e reforçando sua importância como condutora da energia da escola.
Sob o comando de Mestre Ciça, a bateria da Viradouro apresentou um desempenho irretocável. Com bossas bem desenhadas, paradinhas precisas e uma afinação exemplar, o segmento sustentou o samba-enredo com firmeza e emoção do início ao fim. A Sapucaí respondeu com aplausos entusiasmados, em uma sintonia que poucas vezes se vê de forma tão intensa.
O desfile da campeã também se destacou pelo acabamento visual. As alegorias grandiosas, aliadas a fantasias ricas em detalhes e com leitura clara, contribuíram para um conjunto harmonioso. A escola soube equilibrar imponência e fluidez, garantindo evolução consistente e sem falhas ao longo de toda a apresentação.
Desfile das Campeãs
Com o resultado definido, o Carnaval do Rio ainda reserva mais um capítulo de celebração. No próximo sábado, a Marquês de Sapucaí recebe o tradicional Desfile das Campeãs, reunindo as seis melhores colocadas da apuração em uma noite marcada pela consagração dos grandes destaques do ano.
Retornam à Avenida a Mangueira, sexta colocada, a Imperatriz Leopoldinense, quinta, e o Salgueiro, quarto lugar, que reeditam seus desfiles para o público. Na sequência, a Vila Isabel e a Beija-Flor, empatadas na vice-liderança, voltam à Sapucaí com apresentações que brigaram diretamente pelo título.
Encerrando a noite, a campeã Unidos do Viradouro retorna para celebrar a conquista e reviver o desfile que a consagrou, em um espetáculo que promete reunir emoção, excelência e o ápice do Carnaval carioca em 2026.