A Arte da escrita (ou reflexões sobre o Burro Natural)
Escrever é para poucos. Escrever bem, para menos ainda. Preguiçoso - sem talento - vai pro chat. Quem escreve mesmo, de verdade, vai pra alma.
A própria e a dos outros: uma flecha, um recado, canalizado - poeticamente - para a humanidade. Dostoievski, José Candido, Lispector, Conrad, Machado, Anais Ninn, Hemingway...
No Chat?
Heresia.
A magia... do papel em branco.
O nada. E o tudo dentro de nós. O foco, o tiro e o alvo: os corações de quem nos dá o privilégio da leitura.
Quem atinge a magia, a poesia, a emoção?
Não IA. Não há quem diga, consiga, o contrário: a máquina regurgita e vomita; o escritor absorve e devolve. De corpo. De alma. De coração: pro teu, e meu, o nosso bem.
A revolução, a verdadeira revolução, hoje, é a da Essência Humana. Acima e além da falácia que 'loboticamente'** tentam enfiar-nos garganta abaixo, e ânus acima...
Diga Não! Ao chat. Escreva, livre, delire! Gostem ou não... Não é para agradar. É para pensar.
A máquina, 'perfeita', não pensa. Ao contrário, ela é Burra. É B.A. Quem não quer, ver, enxergar? Escrevo, penso, logo existo. Quem não escreve, não existe.
Não seja o B.N. Burro Natural. Você é mais. Exercite a escrita. Palavras, repita. Não se importe com a crítica. Um dia isso pode ser reconhecido como... estilo.
(Texto escrito sem auxílio de IA. Sou 50 e cresci num tempo em que o Chat GPT jamais vai entender, pois nem era nascido...)
*Cineasta
** 'Lobot' - personagem guiado por uma IA do filme 'O Império Contra-Ataca', de Irwin Kershner