Dança em Trânsito ocupa Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, de 3 a 6 de agosto, e a Orla Conde no domingo de encerramento

Ampla programação inclui espetáculos, oficinas e residências que envolvem 26 companhias nacionais e internacionais, em teatros e espaços públicos, por 33 cidades de norte a sul do país e no exterior

Por Redação

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Em sua 21ª edição, o Dança em Trânsito, um dos maiores e mais abrangentes festivais internacionais de dança contemporânea do país, está ainda maior em 2023. Depois de duas etapas inéditas – a primeira entre fevereiro e abril, no Rio de Janeiro, e a segunda em julho, na República Tcheca –, o festival inicia em julho sua tradicional itinerância nacional, que passa pela capital carioca entre os dias 3 e 6 de agosto, com apresentações gratuitas ou a preços populares de cias do Brasil, Bélgica, Espanha, França, República Tcheca, Ucrânia e Uruguai, no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro e na Orla Conde, no domingo de encerramento. O 21º Dança em Trânsito é apresentado pelo Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura, e conta com patrocínio master do Instituto Cultural Vale e patrocínio da Volkswagen Caminhões e Ônibus e Engie Brasil Energia.

“A inauguração do Espaço Tápias, há pouco mais de um ano, permitiu que pudéssemos colocar em prática ideias que tínhamos em mente. Além de servir como sede do Grupo Tápias, abrigar projetos sociais, espetáculos, coproduções, aulas, entre outras atividades, expandimos a realização do Dança em Trânsito, que incorpora um novo projeto, o Palco Carioca, em sua cidade de origem, para ajudar a fomentar ainda mais a dança contemporânea, com espetáculos adultos e infantis”, explica Giselle Tápias, diretora artística e curadora do festival, ao lado de Flávia Tápias.

Os espanhóis da Qabalum Company, com La Medida que nos Ha de Dividir, abrem a programação carioca no foyer do CCBB Rio, no dia 3/8, às 18h, seguidos pela francesa Cie Felinae, de Maxime Cozic, que apresenta o duo Oxymore, sobre as diferentes modalidades de relações de poder que podem surgir em contextos de ebriedade.

Companhia de dança com direção artística de Flávia Tápias, associada ao Dança em Trânsito desde suas primeiras edições, o Grupo Tápias traz para esta edição do festival obras plurais para diversos públicos, como Solo, On ne se connait pas encore e o espetáculo infanto-juvenil Creme do Céu. No Rio de Janeiro, o público verá seu mais recente trabalho, Café não é só uma xícara, no Teatro I do CCBB Rio, nos dias 3 e 4 de agosto. A companhia mantém um quadro estável de bailarinos estrangeiros e brasileiros e, ao longo dos anos, vem criando uma sólida base técnica, além de incessante pesquisa de linguagem própria.

Na sexta, dia 4/8, a noite começa no Foyer no CCBB Rio, às 18h, com as duas coreografias resultantes da Residência de intercâmbio profissional com criação e circulação realizadas no Espaço Tápias por Johana Pocková e Sabina Bocková, da República Tcheca, e por Márcia Milhazes, para artistas do Rio de Janeiro.

Da Espanha, Clémentine & Lisard, que dirigem e interpretam o duo Scotoma – um convite para refletir sobre o que capta a atenção e o que a direciona –, abrem o sábado, 5/8, às 18h, no Foyer do CCBB Rio. Na sequência, Jorge Garcia Cia de Dança traz de São Paulo Nihil Obstat, às 18h30, no Foyer do CCBB Rio. Às 19h, o Teatro I do CCBB Rio recebe Pocketart, com The Lion’s Den Unlimited. Logo depois, artistas da República Tcheca e artistas refugiados da Ucrânia fecham a noite com Invisible Traces, às 19h30, no Foyer do CCBB Rio.

No domingo, acontece a tradicional ocupação dos espaços públicos na Praça Mauá, em frente ao Museu do Amanhã, com apresentações a partir das 10h, abertas pelo uruguaio Christian Moyano, apresentando o solo Você deveria ficar. À tarde, o festival se desloca até o Largo da Candelária, em frente ao CCBB Rio, com ROTAS Afora, às 16h30 – apresentação do resultado da Residência de Intercâmbio realizada por artistas brasileiros e estrangeiros desta edição – e ainda Márcio Cunha, com coreografia criada para artistas de São Luís (MA) e músicos convidados do Tambor de Crioula, e a Qabalum Company, com La Medida que nos ha de dividir. Da rua para o CCBB Rio, a Companhia La Intrusa, da Espanha, (Sonora), e a belga Loraine Dambermont (Toujour de ¾ face) se apresentam no Foyer, a partir das 18h, e Bruno Cezário, com Triz, e Márcia Milhazes com o resultado de sua residência, encerram a etapa carioca às 19h, no Teatro I.

Ao todo, 26 companhias e artistas do Brasil e da Bélgica, Coreia do Sul, Eslovênia, Espanha, França, Itália, República Tcheca, Ucrânia e Uruguai ocupam palcos e espaços públicos de 33 cidades, sendo 11 capitais brasileiras, divididas em três circuitos espalhados pelas cinco regiões do país, até 14 de outubro. A programação inclui ainda uma série de ações para a difusão e democratização da dança, que incluem três tipos de residências artísticas – para profissionais com circulação e para amadores para apresentações nas cidades; intercâmbios e valorização do folclore e cultura brasileira; formação e geração de emprego para professores multiplicadores; rodas de conversa e oficinas pontuais.

PALCO CARIOCA E ROTAS AFORA
Este ano, a primeira etapa do Dança em Trânsito foi o projeto Palco Carioca, que ocupou o Espaço Tápias, no Rio de Janeiro, entre fevereiro e abril, reunindo apresentações de algumas das principais cias da cidade, entre elas Renato Vieira Cia de Dança, Grupo Tápias, Cia Híbrida, Márcia Milhazes e Regina Miranda. Em junho, o festival seguiu para a República Tcheca, em parceria com o Festival Tanec Praga, onde estreou ROTAS AFORA, que conta com criadores intérpretes brasileiros, tchecos e refugiados ucranianos. Trata-se da tradicional residência de intercâmbio internacional ROTAS, idealizada e facilitada pela coreógrafa Flávia Tápias, que este ano partiu do tema O que eu descubro no corpo do outro?. Em fevereiro, os artistas se encontraram no Rio de Janeiro para uma imersão coreográfica e, em junho, estiveram na República Tcheca apresentando o resultado nas cidades de Broumov, Praga, Brno, Ceské Budejovice e Liberec. No Rio de Janeiro, o resultado poderá ser visto no domingo, dia 6/8, no Largo da Candelária (em frente ao CCBB Rio), às 16h30, com entrada franca.

RESIDÊNCIAS E OFICINAS: FORMAÇÃO E MULTIPLICAÇÃO
Os projetos formativos deste ano incluem os Workshops com criação em cidades distantes das metrópoles durante 7 a 10 dias. Já as Residências de Intercâmbio Profissional com Criação e Circulação promovem a integração das diferentes regiões a partir da criação de coreografias por artistas e coreógrafos convidados brasileiros e estrangeiros para os artistas das cidades onde serão realizadas as oficinas de criação. Os artistas locais, por sua vez, seguirão para outras cidades com o festival apresentando esses trabalhos, fortalecendo a troca de experiências e ampliando o conhecimento dos envolvidos. O festival oferece ainda 13 oficinas gratuitas, em 12 cidades, ministradas por convidados nacionais e internacionais participantes do festival. São encontros pontuais, de duas a três horas de duração, abertos a todos os interessados. Inscrições e mais informações no site www.dancaemtransito.com.br.

Realizado inicialmente no Espaço Tápias, no Rio de Janeiro, o Intercâmbio e valorização do folclore e cultura brasileira ganha espaço no Dança em Trânsito em 2023. Artistas das mais variadas danças populares e tradicionais do folclore brasileiro foram convidados para se apresentarem em suas cidades ou em outras regiões junto aos artistas do festival, costurando e difundindo as diversas manifestações culturais para além de seus estados de origem.

Completam as ações educativas e de intercâmbio, realizadas paralelamente aos espetáculos, o projeto de Formação e geração de emprego para Professores Multiplicadores. Realizado em cidades afastadas dos grandes centros e com poucas oportunidades, o projeto difunde a Metodologia Tápias de Dança para professores dessas localidades, oferecendo instrumental técnico para que possam multiplicar seu conhecimento para suas turmas, gerando novas oportunidades de trabalho. Flávia Tápias e professores convidados orientam os participantes em encontros remotos semanais ao longo de 4 meses.

RODAS DE CONVERSA
Nesta edição as Rodas de Conversa acontecerão em Salvador (BA), nos dias 18 e 19 de agosto, com participação dos artistas Virgilio Sieni (Itália) e Maxime Cozic (França), que irão compartilhar suas experiências em conversas com o público.

ITINER NCIA
Até 21 de outubro, o festival passa por Entre Rios do Sul (RS); Alto Bela Vista (SC); Florianópolis (SC); Curitiba (PR); Governador Valadares (MG); Belo Horizonte (MG), Brumadinho (MG); Coronel Fabriciano (MG), Colatina (ES); Baixo Guandú (ES), Vitória (ES), Vila Velha (ES); Rio de Janeiro (RJ); Ceilândia e Brasília (DF); Goiânia (GO); São Paulo (SP); Salvador (BA); Pindaré-Mirim (MA); Itapecuru-Mirim (MA); São Luís (MA); Corumbá (MS); Porto Real (RJ); Quatis (RJ); Resende (RJ); Volta Redonda (RJ); Mangaratiba (RJ); Marabá (PA); Parauapebas (PA); Serra Pelada/Curionópolis (PA); Canaã dos Carajás (PA); Ilha do Combú (PA), e Belém (PA).

Dança em Trânsito
Criado em 2002, o Dança em Trânsito é um festival internacional de dança contemporânea que tem por objetivo valorizar, promover e democratizar esta expressão artística, seja pelo intenso intercâmbio entre artistas e companhias do Brasil e do exterior, como também pela itinerância, percorrendo desde as grandes cidades até pequenas localidades no interior do Brasil, em teatros ou espaços públicos. Sua atuação abrange ainda residências artísticas, com oficinas de criação, e workshops, abrindo canais para novos talentos da dança, e a formação de plateias, estimulando o interesse pelas artes e pela dança. O festival é parte do projeto Ciudades Que Danzan, que reúne 41 cidades em diversas partes do mundo com o intuito de difundir a dança contemporânea. Desde a sua criação, em 2002, o Dança em Trânsito já apresentou mais de 1.100 apresentações, com cerca de 100 companhias de 18 países, envolvendo mais de 30 cidades das cinco regiões do Brasil e exterior, para um público de mais de 70 mil pessoas. Em 2020, durante a pandemia, realizou uma versão online, indicada ao Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), na categoria “Difusão”, e, em 2021, a primeira edição híbrida, que envolveu 25 cidades.

Sobre o Instituto Cultural Vale
O Instituto Cultural Vale parte do princípio de que viver a cultura possibilita às pessoas ampliarem sua visão de mundo e criarem novas perspectivas de futuro. Tem um importante papel na transformação social e busca democratizar o acesso e fomentar a arte, a cultura, o conhecimento e a difusão de diversas expressões artísticas do nosso país, ao mesmo tempo em que contribui para o fortalecimento da economia criativa. Em 2021, são mais de 150 projetos criados, apoiados ou patrocinados em 24 estados e no Distrito Federal. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, patrocinados pela Vale via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Visite o site do Instituto Cultural Vale para saber mais sobre sua atuação: institutoculturalvale.org.

Sobre a ENGIE
No Brasil, a ENGIE é a maior produtora privada de energia elétrica no país, operando uma capacidade instalada de 10.290 MW em 32 usinas em todo o Brasil, o que representa cerca de 6% da capacidade do país. O Grupo possui 90% de sua capacidade instalada no país proveniente de fontes limpas, renováveis e com baixas emissões de gases de efeito estufa, posição que tem sido reforçada pela construção de novas eólicas no nordeste do país e por uma das maiores hidrelétricas do País, Jirau (3.750 MW), localizada no rio Madeira e que foi inaugurada em dezembro de 2016. O Grupo também atua na área de geração solar distribuída e oferece serviços relacionados à energia, engenharia e integração de sistemas, atuando no desenvolvimento de sistemas de telecomunicação e segurança, iluminação pública e mobilidade urbana para cidades inteligentes, infraestruturas e a indústria de óleo e gás. Contando com 3.000 colaboradores, a ENGIE teve no país em 2016 um faturamento de R$ 6 bilhões.

 


Sobre o CCBB RJ

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o CCBB está instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva. Marco da revitalização do centro histórico do Rio de Janeiro, o Centro Cultural mantém uma programação plural, regular e acessível, nas áreas de artes visuais, cinema, teatro, dança, música e pensamento. Em 33 anos de atuação, foram mais de 3 mil projetos oferecidos ao público, e, desde 2011, o CCBB incluiu o Brasil no ranking anual do jornal britânico The Art Newspaper, projetando o Rio de Janeiro entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo. O prédio dispõe de 3 teatros, 2 salas de cinema, cerca de 2 mil metros quadrados de espaços expositivos, auditórios, salas multiuso e biblioteca com mais de 250 mil exemplares. Os visitantes contam ainda com restaurantes, cafeterias e loja, serviços com descontos exclusivos para clientes Banco do Brasil. O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro funciona de quarta a segunda, das 9h às 20h, e fecha às terças-feiras. Aos domingos, das 8h às 9h, o prédio e as exposições abrem em horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme determinação legal (Lei Municipal nº 6.278/2017).


21º DANÇA EM TR NSITO - 2023
Programação completa e inscrições para oficinas: www.dancaemtransito.com.br

SERVIÇO:
De 3 a 6 de agosto
CCBB Rio
Local: Foyer - Centro Cultural do Banco do Brasil
Horário: 18h
Local: Teatro I – Centro Cultural do Banco do Brasil
Capacidade: 172 lugares
Horário: 19h
Classificação indicativa: livre
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – Rio de Janeiro / RJ
Informações: 21 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br
Ingressos para o Teatro I: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Clientes Banco do Brasil pagam meia-entrada com Ourocard
À venda na bilheteria física ou no site bb.com.br/cultura
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Dia 6 de agosto
Orla Conde
Local: Praça Mauá (em frente ao Museu do Amanhã)
Horário: a partir das 10h
Ingressos: gratuito
Local: Largo da Candelária (em frente ao CCBB Rio)
Horário: a partir das 16h30
Ingressos: gratuito