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Pesquisas sobre eleições para o Senado fortalecem Davi Alcolumbre

O centrão, que ele representa, deve eleger 37 senadores; a direita bolsonarista, 25; e a esquerda, 18. Só falta definir a relação com o governo na votação da escala 6x1

Por Tales Faria

Davi Alcolumbre quando reeleito presidente do Senado

O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está com sua reeleição para o comando da Casa praticamente garantida se as urnas confirmarem no domindo, 4, os resultados das últimas pesquisas pesquisas eleitorais sobre os candidatos a senadores.

Projeção feita pelo jornalista Ilimar Franco com base nas últimas pesquisas eleitorais aponta os partidos do centrão como os prováveis grandes vitoriosos . Alcolumbre é o maior representante do centrão no Senado e já está em campanha entre seus pares há muito tempo. Além disso, está praticamente fechando o apoio do Palácio do Planalto e detém alguns votos entre os bolsonaristas.

O líder do PL, Rogério Marinho (PB), já se anunciou como pré-candidato representando o bolsonarismo. Também a senadora Tereza Cristina (PP-MS) tem aventado a possibilidade de concorrer, mas terá dificuldades. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI) está fechado com Alcolumbre. Ele já negou legenda à senadora quando ela acertou com Flávio Bolsonaro para ser candidata a vice-presidente na sua chapa ao Palácio do Planalto. Tereza Cristina teve que desistir.

O levantamento de Ilimar Franco, aponta uma distribuição de senadores pelos partidos, a partir de fevereiro de 2027, assim:

SEM PARTIDO — 1;  CENTRO – 37, sendo 10 do PP (7 atuais + 3 eleitos), 9 do MDB (8+1), 7 do União (5+2), 6 do Republicanos (2+4), 4 do PSD (2+2) e 1 do PSDB (1+0); DIREITA BOLSONARISTA – 25, sendo 22 do PL (13+9), 2 do Podemos (2+0) e 1 do Novo (1+0); ESQUERDA — 18, sendo 10 do PT (6+4), 6 do PSB (5+1), 1 do PDT (1+0) e 1 do Psol (1+0);

O jornalista adverte que este quadro não é estático. Afinal, eleições internas no Congresso são antecedidas sempre de negociações que levam os parlamentares a eventualmente mudar seus votos, ou mesmo se abster. Os novatos, em geral, chegam mais indecisos. Também as pesquisas sobre as eleições nos estados podem não bater exatamente com o resultado das urnas. Há lugares com uma disputa muito apertada na eleição dos senadores. "Ou seja: essa é apenas uma projeção", disse Ilimar Franco.

Davi Alcolumbre já deu mostras ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de seu poder na Casa e da capacidade de atrair votos para o governo em momentos decisivos.

Mas esse excesso de poder também pode ser um problema. Ele empacou contra a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A derrota na indicação tornou-se a maior revés do presidente no seu relacionamento com o Congresso. Não se sabe se Lula já engoliu a humilhação. De qualquer maneira, os dois têm pela frente um último teste: a votação da derrubada da escala 6x1. Lula a vê como um trunfo fundamental para o segundo turno das eleições.