Defesa nacional
A venezuelana Corina Machado provocou vergonha alheia. Que atitude ridícula e vergonhosa de Corina. Entregar o Prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos.
A venezuelana Corina Machado provocou vergonha alheia, como bem pontuou a jornalista Dorrit Harazin na sua coluna dominical, em O Globo.
Que atitude ridícula e vergonhosa de Corina. Entregar o prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos. Até agora as ações de Donald Trump na Venezuela são de um dirigente imperialista e autoritário. Sequestrou o déspota Nicolás Maduro e sua mulher com uma sequência de bombardeios em terras venezuelanas. Convocou os empresários do setor petrolífero para a exploração do ouro negro da Venezuela, o país com a maior reserva desse mineral no mundo.
Trump se preocupou com a vida da população venezuelana? Declarou seu compromisso com o retorno da democracia? Fez alguma referência a Edmundo Gonzalez, vitorioso nas urnas para presidente do país sul americano e derrotado na fraude chavista? Não! E o que agrava a feia atitude de Corina Machado: Trump a definiu como fraca e sem condições políticas para reassumir como líder da oposição na Venezuela. Assim mesmo Corina entregou o prêmio Nobel da Paz a Trump. Pior! Trump está em lua de mel com a atual chavista e braço direito de Maduro, Delcy Rodriguez, que junto com seu irmão Jorge Rodríguez Gomez, presidente da Assembleia Nacional, são os atuais comandantes do país. Ele não quer saber de democracia, quer saber de negócios para os capitalistas norte-americanos.
E assim Trump pretende se intrometer em todos os países da América Latina. Para o seu azar, os dois países com os maiores PIBs do continente têm chefes de estado que não se dobram às suas coações: Brasil e México, Lula e Cláudia Sheinbaum.
Daí que reforçar as nossas forças armadas com Investimentos me parece fundamental. E o acordo Mercosul-União Europeia pode ser uma grande alavanca para o Brasil no segmento da defesa. Sobretudo porque Lula nos seus dois primeiros mandatos estabeleceu parceria estratégica entre a Marinha brasileira e a França para a construção de submarinos, inclusive a construção de um submarino nuclear. Tive a oportunidade, como governador, de acompanhar a implantação do estaleiro da Marinha, em Itaguaí. De dar orgulho a qualquer brasileiro que ame o seu país. Lula também estabeleceu a compra de aeronaves de última geração para a Aeronáutica. O processo foi concluído por Dilma com a Suécia. São os aviões da fabricante Saab, os modernos caças multifuncionais F-39 Gripen E-F, um dos principais projetos de modernização da Força Aérea Brasileira (FAB). Tanto no acordo com os franceses, como no acordo com os suecos há transferência de tecnologia para o Brasil.
O momento é muito oportuno para aprofundar parcerias estratégicas com os europeus. A União Europeia já tomou a decisão de aumentar significativamente os investimentos da sua defesa, visto o abandono de Trump de aliados tradicionais dos Estados Unidos do pós guerra, a Europa. E o continente tem indústria de ponta e com alta tecnologia e poder bélico.
Pela voracidade de Trump na América Latina e pela sua falta de respeito à auto determinação dos povos, é de bom tom o governo brasileiro fortalecer nossas forças armadas e a indústria brasileira voltada para esse segmento.
*Jornalista. Instagram: @sergiocabral_filho