Judiciário: reforma profunda ou empurrar com a barriga
O PL se articula para que a deputada Bia Kicis (DF), eleita senadora, seja a principal integrante da oposição nas discussões que deverão acontecer já no início do ano que vem sobre a reforma do Judiciário. A eventual escolha de Bia Kicis já será uma indicação importante sobre os rumos que terão essa reforma. Seu grau de profundidade e sua capacidade ou não de cumprir a ideia que parece estar por trás dela de gerar um apaziguamento que evite as soluções mais radicais, como processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Não passa pela cabeça de Bia Kicis trocar uma reforma, por mais profunda que seja, pela possibilidade de discutir e vir a aprovar afastamentos de ministros, especialmente Alexandre de Moraes. Desde já, porém, é clara a impressão de que mudanças no Judiciário serão a primeira grande discussão do Congresso em 2027.