Fachin hesita em levar a crise para o plenário e prolonga a crise do Supremo

Por POR rudolfo lago

Fachin tenta por a crise na geladeira, mas não diminui a fervura

Antes, um breve reparo. Na sabatina ao Correio da Manhã, o candidato do PSB ao GDF, Ricardo Cappelli, criticou o silêncio do ministro da Justiça, Wellinton Cesar Lima e Silva, quanto à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Cappelli disse que "faltou pulso" ao governo. Como o chefe do governo é o presidente da República, a coluna atribuiu a falta de pulso a Lula. Cappelli disse que não se referia diretamente a ele. Feito o reparo. Vamos, então, ao novo capítulo da crise. Advogado com atuação nas Cortes superiores - atuou, inclusive, no famoso julgamento do golpe -, Melillo Dinis acompanha o desenrolar da crise do STF e aponta ver uma única saída possível: a construção de uma solução coletiva. Como acontece em um tribunal de júri. Sentença coletiva, que não abre margem a nenhuma decisão solitária.