Cristovam sobre impeachment de Dilma: "Foi uma pisada na bola"
Desde 2019, quando deixou o Senado, Cristovam Buarque não tem um cargo eletivo. Em 2018, pelo Cidadania, ele tentou se eleger senador, mas perdeu. As duas vagas ficaram para Leila do Vôlei (PDT) e Izalci Lucas (à época no PSDB, hoje no PL). A derrota em 2018 era um sinal. Cristovam tinha perdido suas bases originais de esquerda. As bases conservadoras também desconfiavam dele. Tentava se mostrar como um político independente, mas o espaço para isso num país polarizado é cada vez menor. Toda essa trajetória de Cristovam está diretamente relacionada ao seu comportamento de afastamento do PT, do qual foi filiado, especialmente no governo Dilma Rousseff. Cristovam votou a favor do impeachment de Dilma, e a esquerda do DF não parece perdoá-lo por isso. Dez anos depois do impeachment, Cristovam comete um sincericídio em entrevista exclusiva ao Correio Político.