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Apontado como líder de hackers de Vorcaro diz que morte de Sicário eliminou seu único elo com organização

Defesa de David Henrique Alves usa morte de Felipe Mourão e prisão de Daniel Vorcaro para tentar reverter prisão preventiva no STF

Por Lucas Gayoso - BSB

"Sicário" foi morto na prisão

Apontado como líder de um núcleo de hackers ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, David Henrique Alves afirmou ao STF que a morte de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, eliminou seu único elo com a organização investigada na Operação Compliance Zero. A defesa utiliza o argumento para pedir a revogação da prisão preventiva, sustentando que não existe mais risco de continuidade das supostas atividades criminosas.

Em recurso dirigido ao presidente do STF, Edson Fachin, e ao ministro André Mendonça, os advogados afirmam que a própria investigação da Polícia Federal vincula David ao grupo exclusivamente por intermédio de Felipe Mourão, que morreu sob custódia da corporação.

Segundo a defesa, o vínculo de David com a organização "passava exclusivamente por Luiz Phillipi Mourão, falecido sob custódia da Polícia Federal". Os advogados também destacam que Daniel Vorcaro, apontado como beneficiário final das atividades investigadas, está preso.

A defesa sustenta ainda que não há registro de novas condutas atribuídas a David após os dias seguintes à terceira fase da Operação Compliance Zero, em março de 2026.

Para reforçar o argumento, os advogados citam um voto do ministro Gilmar Mendes, que, ao analisar a prisão de Henrique Moura Vorcaro, considerou que a morte de Sicário e a prisão de outro investigado, Marilson Roseno, indicavam que a prática criminosa "inequivocamente se encerrou ainda em março de 2026".

A maioria da Segunda Turma, no entanto, divergiu desse entendimento e manteve a prisão de Henrique Vorcaro.

David também contesta as suspeitas de que liderava o núcleo conhecido como "Os Meninos", associado a ataques cibernéticos. A defesa afirma que seu nome não aparece nas conversas entre Daniel Vorcaro e Felipe Mourão sobre o grupo e que não há comprovação documental de pagamentos de R$ 35 mil mensais atribuídos ao investigado.

Os advogados alegam ainda que o STF deixou de analisar individualmente o pedido de liberdade apresentado antes da conclusão do julgamento que confirmou sua prisão. No novo recurso, solicitam a revogação da preventiva ou, alternativamente, a substituição por medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte e proibição de contato com outros investigados.