Senador Veneziano admite reconciliação com Hugo Motta em disputa judicial sobre Banco Master
Defesa do parlamentar pede ao STF que rejeite queixa-crime apresentada pelo presidente da Câmara por vídeo que associava o banco à disputa eleitoral na Paraíba
O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) manifestou ao STF disposição para participar de uma audiência de reconciliação com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), em uma disputa judicial envolvendo o Banco Master. A manifestação consta de uma defesa apresentada à ministra Cármen Lúcia, relatora de uma queixa-crime movida por Motta contra o senador.
A ação foi apresentada após Veneziano publicar, em setembro de 2026, um vídeo no Instagram com a pergunta: "Quem é o candidato a Senador do Banco Master?". A gravação exibia imagens de Hugo Motta e do empresário Daniel Vorcaro, controlador do banco, além de uma terceira pessoa com o rosto encoberto.
Na publicação, o senador também afirmava que "o noticiário estampa que um candidato a Senador estaria fazendo chover milhões de reais nos bolsos de quem quiser aderir, se vender, virar a casaca".
Motta interpretou o conteúdo como uma acusação de participação em suposta compra de apoios políticos com recursos do Banco Master e apresentou queixa-crime por calúnia e difamação.
Na defesa, Veneziano pede a rejeição da acusação e argumenta que suas declarações estão protegidas pela imunidade parlamentar. Os advogados sustentam ainda que o vídeo não atribuiu diretamente a Hugo Motta a prática de um crime específico.
Apesar de contestar a ação, o senador admite a possibilidade de conciliação, caso o STF não rejeite imediatamente a queixa-crime.
"O Querelado manifesta sua disposição de participar da audiência de reconciliação prevista no art. 520 do Código de Processo Penal", afirma a defesa.
Os advogados ressaltam, porém, que a participação na audiência não representa reconhecimento de responsabilidade penal nem renúncia aos argumentos apresentados para impedir o prosseguimento da ação.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia apontado a possibilidade de realização da audiência após a apresentação da resposta escrita. Caberá ao STF decidir sobre o recebimento da queixa-crime e a eventual tentativa de reconciliação.