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Aliado de Milei diz que divergências com Lula não devem afetar comércio entre Brasil e Argentina

Deputado do partido do presidente argentino defendeu que disputas políticas não interfiram nas relações comerciais durante análise de acordos do Mercosul

Por Lucas Gayoso - BSB

Javier Milei e Flávio Bolsonaro

O deputado argentino Damián Arabia, aliado do presidente Javier Milei, defendeu que divergências políticas não interfiram nas relações comerciais entre países durante uma reunião da Câmara dos Deputados da Argentina, nesta terça-feira (27). A manifestação ocorreu dois dias após a reeleição do presidente Lula, que mantém uma relação marcada por diferenças políticas e ideológicas com Milei.

Arabia integra o La Libertad Avanza, partido do presidente argentino, e é politicamente próximo de Patricia Bullrich, ex-ministra da Segurança da Argentina e uma das principais aliadas de Milei. Durante a reunião das comissões de Relações Exteriores e Culto e do Mercosul, o parlamentar defendeu a importância dos acordos comerciais, independentemente das diferenças políticas entre governos.

"Esse tipo de acordo facilita o comércio e estabelece as bases para que os momentos políticos e as discussões político-partidárias não interfiram nas relações entre países", afirmou Arabia, que é vice-presidente da Comissão do Mercosul na Câmara. "Esse tipo de acordo institucionaliza as relações comerciais e bilaterais", acrescentou.

As comissões analisaram dois projetos relacionados ao Mercosul e aprovaram pareceres favoráveis às propostas, que já haviam recebido aval do Senado argentino.

Um dos projetos trata do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O tratado foi assinado em setembro de 2025, no Rio de Janeiro, e prevê a ampliação das relações comerciais entre os dois blocos.

A segunda proposta envolve uma alteração no Protocolo de Montevidéu sobre o comércio de serviços no Mercosul, assinada em dezembro de 2023, também no Rio de Janeiro.

Os pareceres aprovados pelas comissões representam uma etapa da tramitação legislativa. Os projetos ainda dependem de aprovação definitiva da Câmara argentina.