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Moraes daria a Flávio um julgamento justo?

Por Paulo Cappelli

Flávio Bolsonaro, derrotado na disputa pela Presidência da República

Flávio Bolsonaro tem motivos concretos para buscar auxílio nos Estados Unidos diante da atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O principal deles é a falta de imparcialidade atribuída ao magistrado em processos envolvendo críticos da Suprema Corte.

A possibilidade de Flávio ter um julgamento justo em um inquérito relatado por Moraes é questionada após o ministro determinar a apreensão dos passaportes do senador, mesmo sem denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ou condição de réu.

O caso de Débora do Batom, condenada a 14 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro, reforça os questionamentos sobre o tratamento que Moraes poderia dispensar a Flávio, uma das lideranças políticas que articulam o impeachment do ministro no Senado.

Daqui a dois meses, Flávio perderá o foro privilegiado e poderia ser preso preventivamente por decisão monocrática de Moraes. A possibilidade alimenta críticas à atuação do magistrado, acusado de deixar convicções pessoais se sobreporem à Constituição.

Durante o debate presidencial, Lula afirmou que Flávio teria problemas no dia seguinte à eleição. A apreensão dos passaportes é interpretada como o cumprimento da ameaça, embora a entrada do governo de Donald Trump no cenário não estivesse nos cálculos de Moraes.