EUA avaliam próximos passos contra o Brasil após Trump questionar eleições
Washington também acompanha apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro por ordem de Moraes; Steve Bannon defende rompimento diplomático
Os Estados Unidos ainda calculam os próximos passos em relação ao Brasil após o presidente Donald Trump declarar que as eleições entre Lula e Flávio Bolsonaro pareceram fraudadas e corruptas. A declaração foi a primeira manifestação pública do chefe de Estado norte-americano sobre o resultado da disputa presidencial brasileira.
Nesse cálculo feito por Washington, também entra a nova ofensiva do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra Flávio Bolsonaro.
Nesta segunda-feira (26/10), um dia após a eleição, o senador teve seus passaportes, inclusive o diplomático, apreendidos pela Polícia Federal por determinação de Moraes.
O ex-estrategista-chefe da Casa Branca Steve Bannon já defende abertamente o rompimento das relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. Bannon classificou a eleição presidencial brasileira como um "roubo".
O ex-assessor defendeu que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o próprio Donald Trump anunciem publicamente a ruptura das relações diplomáticas, o que abriria margem para a aplicação de novas sanções.
Decisão de Zanin chama atenção da Casa Branca
Outro episódio que chamou a atenção da Casa Branca foi a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, de estender o horário de votação no Brasil.
Zanin, que foi advogado de Lula antes de chegar ao Supremo, atendeu a um pedido do próprio presidente para ampliar o período de votação. A decisão também entrou no radar de Washington em meio às avaliações sobre os próximos passos dos Estados Unidos em relação ao Brasil.