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"Sugar daddy" é condenado após levar adolescente de 14 anos, mãe e irmão a hotel de luxo

Homem de 48 anos conheceu a jovem em aplicativo de relacionamentos e prometeu ajudá-la a se tornar influenciadora digital

Por Lucas Gayoso - BSB

Um homem de 48 anos, identificado pelas iniciais J.R.H, foi condenado por exploração sexual após levar uma adolescente de 14 anos, a mãe dela e o irmão de dois anos a um hotel de luxo em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O acusado conheceu a jovem em um aplicativo de relacionamentos do tipo "sugar daddy" e prometeu ajudá-la a seguir carreira como influenciadora digital.

O caso ocorreu em um hotel localizado na Avenida Atlântica. Segundo o processo, o homem, que era casado e morava nos Estados Unidos, pagou as passagens aéreas da família de São Paulo para o Rio de Janeiro, além de custear a hospedagem.

Os dois se conheceram por meio de um aplicativo voltado a relacionamentos entre pessoas mais jovens e parceiros com melhores condições financeiras. A adolescente havia informado ter 18 anos ao criar seu perfil, mas a Justiça concluiu que o homem tomou conhecimento de sua verdadeira idade antes do encontro.

O acusado se apresentava como publicitário e ofereceu ajuda para que a jovem realizasse o sonho de se tornar influenciadora digital. Segundo a Justiça, a promessa foi utilizada para atraí-la ao Rio de Janeiro.

A presença dos dois nas proximidades do hotel chamou a atenção de populares, que acionaram a Polícia Civil. Os agentes verificaram imagens das câmeras de segurança e identificaram o homem beijando a adolescente e tocando suas nádegas dentro de um elevador.

Ao entrarem no quarto, os policiais encontraram o acusado e a adolescente nus. A mãe da jovem chegou posteriormente ao local e, segundo a denúncia, não soube explicar o ocorrido.

A mulher também foi denunciada, sob a acusação de ter permitido a exploração sexual da filha em troca de dinheiro. Entretanto, acabou absolvida pelo TJRJ.

O homem foi inicialmente condenado a dez anos de prisão, porém a pena fo reduzida para quatro anos, após recursos apresentados pela defesa.