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Gonet rejeita levar ao STF apuração sobre filme financiado por Vorcaro

PGR afirma que não há elementos suficientes para ligar inquérito da Polícia Civil de São Paulo à Operação Compliance Zero

Por Lucas Gayoso - BSB

Pedido para levar a investigação ao Supremo foi encaminhado ao ministro Mendonça

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou contra levar ao STF uma investigação da Polícia Civil de São Paulo que envolve a aplicação de recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro no financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. Para a PGR, não há elementos suficientes que justifiquem retirar a apuração da Justiça paulista.

A manifestação à qual a coluna teve acesso foi apresentada no STF após a empresária Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme Dark Horse, pedir que a Corte assumisse o inquérito e todos os procedimentos relacionados. O pedido para levar a investigação ao Supremo foi encaminhado ao ministro André Mendonça.

A defesa de Karina argumentou que a apuração paulista trata, em essência, da aplicação de recursos de Vorcaro no financiamento do longa e, por isso, estaria ligada à Operação Compliance Zero. Os advogados alegaram haver um “indevido fatiamento investigativo” e sustentaram que o caso deveria ficar sob responsabilidade do STF.

Gonet discordou. No documento, a PGR afirma que o inquérito de São Paulo possui delimitação própria e que, até o momento, não foram apresentados elementos probatórios mínimos capazes de demonstrar conexão ou interdependência com as investigações da Compliance Zero.

A Procuradoria acrescentou que as diligências realizadas na operação também não trouxeram fatos novos que justificassem a transferência da investigação. Na avaliação da PGR, os episódios são distintos e não há suporte jurídico para deslocar a competência para o Supremo.

Com isso, Gonet pediu o indeferimento da tentativa de avocação e defendeu que o inquérito e seus procedimentos conexos continuem tramitando na Justiça de São Paulo. A manifestação foi assinada em 24 de setembro.