O dilema de Raquel Lyra no pleito contra João Campos

Por Paulo Cappelli

Raquel Lyra

A definição do segundo nome da chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), cuja convenção acontece no próximo domingo (2), é o assunto da semana em Pernambuco e está movimentando paixões da base aliada.

De um lado, o deputado Eduardo da Fonte (PP), com cinco mandatos na Câmara Federal e tem o apoio de uma base de dez deputados estaduais e mais de 30 prefeitos. Do outro, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), que assumiu o grupo do pai, o ex-senador e ex-ministro Fernando Bezerra Coelho.

A governadora demonstra apreço por Miguel, mas ele não tem a maioria da Federação União Progressista, controlada por Da Fonte.

Na reta final, Raquel foi diversas vezes alertada sobre uma eventual segunda fase da Operação Vassalos, que desbaratou um suposto esquema de corrupção em emendas parlamentares para a Codevasf e Prefeitura de Petrolina.

Raquel é delegada concursada da Polícia Federal e tem na transparência de sua gestão uma bandeira de campanha. Assessores temem que o seu adversário, o ex-prefeito João Campos (PSB), possa acionar o ministro do STF Flávio Dino para uma nova fase da operação em plena campanha. Dino foi governador pelo PSB, partido do que o ex-prefeito do Recife preside nacionalmente.