Flávio aciona STF e diz que Lula voltou a sugerir seu enforcamento

Por Lucas Gayoso - BSB

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) acionou novamente o STF afirmando que o presidente Lula voltou a sugerir seu enforcamento em discurso público. A defesa pede que a nova declaração seja incluída na notícia-crime já em tramitação e reforça o pedido para que o petista seja investigado por ameaça e incitação ao crime.

A nova manifestação foi protocolada na petição relatada pelo ministro Kassio Nunes Marques, como um "fato superveniente" à notícia-crime apresentada pela defesa em junho. Os advogados sustentam que Lula repetiu, durante a convenção nacional do PDT, realizada em 20 de julho, a associação entre "traidores" e a pena de morte por enforcamento.

Segundo o texto, ao afirmar que "antigamente, traidor era enforcado" e que atualmente há "traidores que vão aos Estados Unidos pedir punição ao Brasil", o presidente voltou a fazer referência a Flávio Bolsonaro, repetindo a mesma linha de discurso que motivou a primeira notícia-crime apresentada ao Supremo.

"Não se trata, uma vez mais, de mera metáfora histórica despretensiosa, tampouco de simples retórica inflamada própria do debate político. Trata-se de reiteração consciente, deliberada e pública do mesmo discurso que já ensejou a apresentação desta Notícia-Crime”, alega a defesa.

Os advogados também sustentam que a nova fala reforça a tese apresentada na notícia-crime protocolada em 4 de junho, após um discurso de Lula em Catalão (GO). Na ocasião, a defesa alegou que o presidente associou Flávio à figura de um "traidor" e fez referência ao enforcamento de Joaquim Silvério dos Reis, o que, segundo os advogados, configuraria ameaça e incitação ao crime.

Ao final, a defesa requer que o novo episódio seja analisado em conjunto com a notícia-crime já em tramitação no STF e que sejam produzidas as provas necessárias para apurar a conduta do presidente.