Trump diz que consultou governo Lula antes de tarifaço sobre produtos brasileiros
A informação consta na justificativa apresentada pelo governo americano para a imposição da sobretaxa sobre parte das importações do Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Casa Branca consultou o governo do presidente Lula antes de oficializar a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo documento obtido pela coluna, as conversas ocorreram antes da adoção da medida, mas não foram suficientes para resolver as preocupações dos EUA.
A informação consta na justificativa apresentada pelo governo americano para a imposição da sobretaxa sobre parte das importações do Brasil. O texto afirma que Washington buscou diálogo com Brasília, mas concluiu que as tratativas "não resolveram satisfatoriamente" as questões levantadas pelos Estados Unidos.
A tarifa de 25% passa a incidir sobre uma série de produtos brasileiros exportados ao mercado americano. Segundo o governo Trump, a medida faz parte de uma estratégia para enfrentar práticas consideradas prejudiciais aos interesses econômicos dos Estados Unidos.
"Os Estados Unidos consultaram o governo do Brasil sobre essas questões, mas as consultas não resolveram satisfatoriamente as preocupações”, diz trecho do documento.
Nas últimas semanas, autoridades brasileiras e americanas trocaram críticas públicas sobre temas comerciais e diplomáticos, enquanto o governo Lula busca reverter os impactos da medida sobre as exportações nacionais.
Trump prorroga estado de emergência
Em meio às recentes tensões entre os dois países, o governo Donald Trump também decidiu prorrogar por mais um ano o estado de emergência nacional relacionado ao Brasil. A decisão será publicada nesta quarta-feira (29) no Federal Register, o Diário Oficial dos Estados Unidos.
No documento, Trump repete as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e afirma que casos de "censura e a prisão, por parte da Suprema Corte do Brasil" continuam representando uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.
O presidente norte-americano também voltou a citar o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ele, seus familiares e apoiadores seriam alvo de perseguição política no Brasil.