Flávio Bolsonaro pede manutenção da prisão domiciliar de Jair
Flávio Bolsonaro afirmou que Alexandre de Moraes deve "cumprir a lei" ao decidir sobre o futuro do ex-presidente
O senador Flávio Bolsonaro (PL) defendeu a manutenção da prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro e afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, deve "cumprir a lei" ao decidir sobre o futuro do ex-presidente. A declaração foi concedida à coluna nesta quarta-feira (24/6), às vésperas do término do prazo da medida concedida por razões de saúde.
Moraes deverá decidir até a próxima quinta-feira (25) se Bolsonaro permanecerá em prisão domiciliar ou se retornará ao sistema prisional. A análise ocorre após o recebimento de novos relatórios médicos sobre o estado de saúde do ex-presidente.
Questionado sobre o que diria a Moraes caso encontrasse o ministro hoje, Flávio respondeu que a decisão deveria levar em conta as condições médicas do pai.
"Cumprir a lei e manter o presidente Bolsonaro na domiciliar humanitária, que é onde ele tem que estar, por razões de saúde. Ele não pode voltar para um local onde continua tomando remédios que causam efeitos colaterais nele, que causam tontura, que podem causar um desequilíbrio e ele sofre um acidente sozinho dentro de uma cela", afirmou.
Segundo o senador, a prisão domiciliar permite que Bolsonaro receba melhor assistência e acompanhamento médico. "Pelo menos em casa, ele está sendo bem assistido, está sendo bem amparado, consegue regular melhor a sua alimentação", acrescentou.
Ao comentar a expectativa sobre a decisão de Moraes, Flávio voltou a criticar a condenação do ex-presidente e disse acreditar que a medida deve ser mantida. "Eu, como advogado, juridicamente entendo que ele tem que permanecer onde ele está. Ele está lá por razões humanitárias e médicas", declarou.
A decisão é aguardada porque o prazo da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente está próximo do fim. Moraes analisa laudos e relatórios atualizados para definir se permanecem as condições que justificaram a concessão da medida.