Bolsonaro recebe prescrição de antipsicótico em doses elevadas na prisão domiciliar

Relatório médico indica que Jair Bolsonaro toma medicamente antipsicótico para controlar crise de soluços

Por Lucas Gayoso - BSB

STF confirmou que a pistola pertence a Bolsonaro

Relatório médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) informa que o ex-presidente Jair Bolsonaro faz uso de Clorpromazina, medicamento classificado como antipsicótico, em doses elevadas e "nos limites da segurança terapêutica" para controlar crises recorrentes de soluço. O documento afirma que a manutenção da prisão domiciliar é necessária para garantir o acompanhamento adequado do tratamento.

Segundo o boletim, Bolsonaro permanece dependente de um conjunto de medicamentos utilizados para controlar os episódios de soluço persistente. Além da Clorpromazina, o tratamento inclui Gabapentina e Baclofeno, medicamentos que ajudem a controlar dores crônicas ou disfunções neurológicas.

"O paciente permanece dependente do uso contínuo de múltiplas medicações utilizados para controle das crises de soluços, destacando-se a necessidade de manutenção de doses elevadas, nos limites da segurança terapêutica", afirma o relatório.

Os médicos alertam que a interrupção ou redução inadequada dos medicamentos pode provocar agravamento dos sintomas, comprometendo alimentação, hidratação, sono e qualidade de vida. O documento também destaca que os remédios atuam sobre o sistema nervoso central e exigem acompanhamento regular.

"Ressalte-se que tais medicamentos possuem ação sobre o sistema nervoso central, exigindo monitorização clínica regular devido ao risco de sonolência, alterações cognitivas, comprometimento do equilíbrio e aumento do risco de quedas", registra o texto.

O relatório foi elaborado para atualizar as condições de saúde do ex-presidente e embasar a avaliação sobre a necessidade de manutenção das atuais condições de custódia. Os médicos afirmam que Bolsonaro apresenta um quadro de "multimorbidade complexa", com doenças cardiovasculares, respiratórias e gastrointestinais, além de sequelas de múltiplas cirurgias e histórico recente de queda com traumatismo craniano.

De acordo com o documento, Bolsonaro está clinicamente estável, mas essa estabilidade seria resultado da manutenção rigorosa de medidas terapêuticas adotadas durante o recolhimento domiciliar. Os médicos defendem que o ambiente doméstico oferece condições mais adequadas para garantir a continuidade do tratamento, a realização de fisioterapia e o monitoramento constante de possíveis intercorrências.