Relatório aponta que Bolsonaro não recebeu advogado por "sonolência" causada por medicamentos
Documento enviado ao ministro Alexandre de Moraes relata que atendimento jurídico ao ex-presidente não ocorreu devido aos efeitos de remédios
Um relatório da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), registra que o ex-presidente Jair Bolsonaro não conseguiu receber um advogado em razão de um “estado de sonolência” provocado pelo uso de medicamentos. O episódio ocorreu durante o cumprimento da prisão domiciliar no âmbito da Execução Penal 169.
O documento, obtido pela coluna, aponta que o advogado Adolfo Sachsida esteve na residência de Bolsonaro no dia 9 de junho, entre 15h e 15h02, mas o atendimento acabou não sendo realizado.
“O advogado compareceu à residência, contudo, o atendimento não foi realizado devido ao estado de sonolência do monitorado, decorrente do uso de medicamentos”, registra o relatório da PMDF.
O texto integra prestação de informações encaminhada pela corporação ao ministro Alexandre de Moraes sobre a rotina do ex-presidente entre os dias 4 e 10 de junho de 2026.
No dia seguinte, em 10 de junho, Sachsida voltou à residência e conseguiu se reunir com Bolsonaro entre 15h e 15h30, segundo os registros oficiais.
O relatório também mostra que o ex-presidente recebeu acompanhamento médico frequente durante o período monitorado. Entre os profissionais citados estão os médicos Brasil Ramos Caiado e Alexandre Firmino Paniago, além de sessões de fisioterapia realizadas na residência.
Os documentos da PMDF apontam ainda que Bolsonaro não realizou atividades laborais nem registros de leitura durante os dias acompanhados pela custódia.
O ex-presidente também recebeu visitas dos filhos Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro.