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Coluna Magnavita | Os erros da direita brasileira que não aprendeu com seus equívocos

Por Cláudio Magnavita

Em 2022, o grande erro foi optar por uma vice que agradaria os moderados. O nome da hoje senadora Tereza Cristina foi defenestrado

A antropofagia da direita brasileira faz com que ela, pela segunda vez, perca uma eleição presidencial para ela mesma. Em 2022, o grande erro foi optar por uma vice que agradaria os moderados. O nome da hoje senadora Tereza Cristina foi defenestrado. Atrairia o eleitorado feminino e daria uma leveza à chapa do próprio Jair Bolsonaro. A escolha do general Braga Netto foi a pior possível e colocou os militares no olho de um furacão. Deu no que deu. A vitória escorregou nas mãos — e por muito pouco. Além da ex-ministra, outros nomes estavam disponíveis e foram desperdiçados em uma decisão unipessoal.

Com Flávio Bolsonaro, os mesmos erros foram cometidos. O maior deles foi defenestrar, até com requintes de humilhação, o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Ninguém duvida, e nem a oposição, que a vitória seria no primeiro turno. O espírito antropofágico funcionou a todo vapor e a escolha unipessoal de um sobrenome Bolsonaro era a solução.

Não há dúvidas que a persona que surgiu como candidato foi bem diferente do senador que termina agora o seu mandato. O problema foi não livrar o atual candidato do peso do seu passado e de algumas acusações de traquinagens, algumas tão bobas, mas que foram revividas pelo candidato de oposição.

A figura de um candidato preparado, moderado, que empolgou as ruas com uma jovialidade eletrizante, não foi suficiente para deletar as acusações que agora ganham corpo após o resultado. A narrativa do PT não era sobre o futuro governo, mas uma desconstrução, usando um mosaico de pequenos fatos que foram traduzidos em um rótulo injusto, como o de "miliciano",por exemplo. Só que a campanha foi incapaz de combater. Ninguém grunhiu quando Lula chamou o candidato da direita de "miliciano" em debate e em entrevistas. Não houve reação corajosa contra as medidas eleitoreiras. O medo de contrariar as opiniões das massas que se beneficiavam levaram até a legitimá-las com votos no Congresso. O fim do 6 x 1 foi aprovado por unanimidade. Da mesma forma, o aumento eleitoreiro do Bolsa Família.