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Coluna Magnavita | Um parlamento com maior presença feminina

Por Cláudio Magnavita

Presença feminina no parlamento

Embora os dados das eleições de 2026 representem o maior avanço político de gênero já visto no país, os cientistas políticos reforçam que o Brasil ainda enfrenta uma sub-representação crônica. As mulheres compõem 52,8% do eleitorado nacional, mas mesmo com os recordes históricos de 2026, elas ainda ocuparão pouco mais de um quinto (21%) das cadeiras do parlamento brasileiro, deixando evidente que a caminhada em direção à paridade total nas urnas ainda está em andamento.

O avanço nacional das mulheres também ecoou fortemente nas bancadas estaduais, pulverizando novas lideranças locais. Foram eleitas 213 mulheres para as Assembleias Legislativas de todo o país. Um acréscimo de 26 parlamentares na comparação com o pleito de 2022 (quando 187 haviam sido eleitas), registrando uma alta de quase 14% no âmbito estadual.

A bancada feminina na Câmara deu um salto expressivo e agora ultrapassa a marca de 100 parlamentares: 109 mulheres conquistaram uma vaga nas 513 cadeiras da Casa em 2026. Um aumento de 21,1% em relação às eleições de 2022, quando 91 deputadas federais foram eleitas. Isso significa que 18 mulheres a mais ocuparão as salas e plenários da Câmara.

As mulheres passam a representar 21,2% de toda a Câmara dos Deputados. Pela primeira vez, a fatia feminina rompe a barreira histórica dos 20%.

O salto mais drástico na representação feminina proporcional ocorreu na eleição para a Câmara Alta. Os brasileiros elegeram 12 senadoras das 54 vagas em disputa, o triplo das quatro que haviam sido eleitas no pleito de 2022. Com a chegada das novas parlamentares e a permanência daquelas com mandatos em andamento, a bancada feminina total do Senado saltará para 18 senadoras em 2027 (frente às 15 da legislatura anterior). Elas passarão a controlar 22,2% dos 81 assentos da Casa.

Muito o que se comemorar no último pleito, porém, um longo caminho ainda a ser percorrido.