Lula fala sobre soberania nacional e refugia Lulinha na Espanha onde vive com passaporte europeu
Lula fala em soberania nacional, na presença do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e esconde o seu filho na Europa, guardando a sete chaves que toda a sua prole tem nacionalidade e passaporte italiano. Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, está bem longe da justiça brasileira e protegido debaixo da sua dupla nacionalidade, o que garante a sua vida na Espanha como cidadão europeu. Enquanto o PT tenta esconder que o habilidoso rapaz está protegido na Europa e que vive precariamente na Europa, a realidade é bem diferente.
Foi o próprio presidente Lula na condição de candidato, em 23 de julho de 2021, que revelou durante uma entrevista concedida à emissora de TV Sky, da Itália, ao declarar explicitamente: "Fui casado por mais de 40 anos com uma italiana, todos os meus filhos têm passaporte italiano. (Confira o vídeo no final do texto). Uma entrevista que não era para ser assistida no Brasil.
Os primeiros sinais haviam sido em 2005, quando o processo de reconhecimento da dupla nacionalidade da ex-primeira-dama D. Marisa Letícia veio a público e gerou ampla repercussão política, a própria que confirmou publicamente que deu entrada nos papéis atendendo aos pedidos dos filhos.
Como D. Marisa era bisneta de imigrantes italianos (da família Rocco Casa), o direito à cidadania por linhagem de sangue (iure sanguinis) foi estendido a ela e transmitido aos herdeiros.
A defesa de Lulinha tenta criar uma cortina de fumaça sobre o assunto da dupla nacionalidade do filho do presidente informando publicamente que a permanência dele no continente europeu é amparada por uma autorização de residência regular baseada em um vínculo de emprego na iniciativa privada(atuando com consultoria de tecnologia e ESG), além de ter registrado uma empresa no país. Esses mecanismos legais concedem o direito de residir e trabalhar no local, mas diferem da concessão de cidadania ou passaporte europeu nacional.
Como europeu, Lulinha pode ter conta em qualquer instituição bancária europeia, movimentar seus valores e ganhos locais sem estar subordinado ao fisco brasileiro.
É curioso como a vida de Lulinha se entrelaça com a de Roberta Luchsinger. Em 2008, o então delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz comandou a célebre Operação Satiagraha, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas, dono do Grupo Opportunity. O delegado era marido de Roberta e pai biológico da sua segunda filha e pai afetivo da mais velha.
Durante os desdobramentos e em depoimento à CPI dos Grampos, na Câmara dos Deputados, Daniel Dantas afirmou publicamente que Protógenes Queiroz pretendia estender as investigações até Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O motivo seria apurar o imbróglio da privatização das empresas de telefonia e a venda da Brasil Telecom, além do repasse financeiro que a Telemar havia feito anos antes para a produtora de games Gamecorp, da qual Lulinha era sócio. Na época, o próprio presidente Lula chegou a defender a permanência de Protógenes no relatório final da operação. Foi o primeiro grande negócio de Lulinha, considerado na época o gênio do mundo dos games.
O grande paradoxo é que o governo Lula trava uma batalha na Itália para deportar a ex-deputada Carla Zambelli, que se protege no fato de ter a dupla nacionalidade, a mesma de Lulinha. A mesma salvaguarda que pode proteger Lulinha da justiça brasileira.