Atuação de Roberta Luchsinger no PT não foi um ato de "pilantragem", ela ganhou até legenda para disputar eleição
O PT tenta minimizar a importância e sua relação com Roberta Luchsinger. Lula chama a empresária de pilantra na Globo e diz no debate que ela é caso da Polícia Federal. É um caso de amnésia coletiva no Partidos dos Trabalhadores.
Na eleição de 2018, Roberta Luchsinger foi candidata a deputada estadual de São Paulo pelo próprio PT, que agora tenta ignorá-la. Ela obteve 14.134 votos, quase 1% de todos os votos da legenda naquele ano e terminou como suplente.
Um ano antes foi destaque da Folha de São Paulo e outros grandes jornais com notícia que estava doando artigos de luxo e dinheiro para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrido em agosto de 2017. A iniciativa, batizada por Roberta Luchsinger de "Bolsa Lula", foi anunciada publicamente como uma reação ao bloqueio de aproximadamente R$ 9 milhões em bens do petista determinados pelo então juiz Sergio Moro no âmbito da Operação Lava Jato. Apesar do grande impacto midiático na época, o repasse nunca foi concluído por impedimento da Justiça.
A mala de doações era uma verdadeira cesta de Natal da Daslu. Roberta declarou que havia separado uma mala Rimowa com cerca de R$ 500 mil em valores e bens pessoais para que fossem leiloados em benefício do ex-presidente. O lote anunciado incluía um cheque de 28 mil francos suíços (cerca de R$ 91 mil à época), que ela afirmou ser a última mesada deixada por seu avô. Um relógio da marca Rolex avaliado em R$ 140 mil, um anel de diamantes da designer Emar Batalha estimado em R$ 145 mil, um vestido Dolce & Gabbana (R$ 30 mil), uma bolsa Chanel (R$ 32 mil) e sandálias Christian Louboutin.
No ano seguinte, ela foi candidata pelo PT e teve votos em quase todos os municípios paulistas.
A sua atuação com Lulinha, revelada na entrevista à CNN, ainda vai causar um terremoto em Brasília. Ela possui uma farta documentação referente aos negócios que realizou e detalhes da vida do rapaz na Europa.