Coluna Magnavita | Braço direito do deputado eleito João Pires, do PSD, e servidor da prefeitura do Rio envolvidos na Unha e Carne
A decisão do Ministro Alexandre de Moraes determinou busca e apreensão com os integrantes do sistema de defesa do consumidor, apontados no item 1.3 da decisão como integrantes NÚCLEO DE CORRUPÇÃO, FAVORECIMENTO INSTITUCIONAL E VAZAMENTO DE INFORMAÇÕES. Sites simpáticos à candidatura de Eduardo Paes correram para espetar a conta da estrutura de Defesa Civil do estado do Rio, sem ter feito antes o dever de casa.
A notícia extraída da decisão apontou o servidor "Edvaldo Ferreira Borges, alcunha 'Biscoito'. Servidor ligado ao sistema de defesa do consumidor que, segundo as investigações, fornecia informações sigilosas sobre operações de fiscalização em benefício do grupo investigado."
Só que Edvaldo Ferreira Borges é funcionário da Prefeitura do Rio, nomeado para o cargo de Assistente DAS-05 na Secretaria Municipal Especial de Defesa do Consumidor em 2025. Em agosto de 2026 ele pediu exoneração para trabalhar na campanha do deputado estadual eleito João Pires, que ocupava a Secretaria Municipal e foi renomeado em 06 de outubro, dois dias depois do pleito.
O deputado eleito João Pires, pelo PSD, tem a sua base eleitoral em São Gonçalo e foi um ferrenho opositor à família Ruas. A viatura apontada nos autos era do PROCON carioca e foi usada como propaganda nas redes sociais do ex-secretário.
Este episódio revelado na operação demonstra o uso político da máquina da prefeitura do Rio, em uma atuação muito além da sua base territorial. O funcionário nomeado, desnomeado e renomeado é de São Gonçalo e tinha a função de fustigar a base eleitoral do governador eleito, utilizando verba do município do Rio. É só ler a decisão de Alexandre de Moraes para compreender o esquema.