Coluna Magnavita | É muito grave: STF perdeu o respeito com a Justiça Eleitoral
O STF perdeu o escrúpulo na questão eleitoral e foi o responsável pelo fim do esperado debate da Rede Globo. O país está estarrecido com a falta de pudor de membros da suprema corte agir em favor da reeleição de Lula e o que é pior, tentar se posicionar como agente revisor do Tribunal Superior Eleitoral - TSE, a quem cabe constitucionalmente a gestão do processo eleitoral.
O Correio da Manhã fez o alerta no julgamento do processo sucessório do Rio, quando a soberania do TSE foi afrontada em uma primeira sessão esdrúxula do STF, com os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e, especialmente, Flávio Dino afrontando três colegas do próprio supremo que integravam a corte eleitoral, inclusive a sua presidente na época, a ministra Cármen Lúcia. Na prática, o tribunal eleitoral foi colocado no banco dos, naquele momento.
A situação foi tão grave que houve a antecipação dos votos, ficando o placar de 4 x 1, com Flávio Dino pedindo vista e um julgamento que até hoje está preso em um limbo jurídico. Tudo começou ali. Irritando Cármen Lúcia com a picardia de Dino sobre os julgamentos do TSE sob a sua presidência.
Foi naquele momento que os tubarões lulistas do STF sentiram o gosto de sangue e resolveram afrontar a corte eleitoral, provocando um lúcido manifesto do atual presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. Um documento que precisa ser guardado pelos historiadores. O que Nunes Marques apontou chegou agora ao seu ápice, com a decisão do ministro Gilmar Mendes interferindo no debate eleitoral da Globo, levando ao seu cancelamento e frustrando o país e fraturando o processo eleitoral.