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Coluna Magnavita | O desespero leva Lula a 'imbecilidade' eleitoral

Por Cláudio Magnavita

Presidente Lula

Um presidente da República chamar o deputado mais votado da história do Brasil de imbecil não é só quebra de decoro. É sinal de desespero. O que está ocorrendo com Lula nos últimos dias da eleição é um raro caso de imbecilidade. Ele, e ainda a primeira-dama, Janja da Silva, resolveram partir para uma agressão sem proporção contra o deputado Nikolas Ferreira.

A maior imbecilidade de Lula foi expor o seu fiel aliado no Supremo Tribunal Federal, o ex-governador do Maranhão e seu ex-ministro da Justiça, Flávio Dino, a um telefonema em palanque no Pará. Em plena crise do uso eleitoral do STF e da atuação dos ministros lulistas pró-reeleição, expor, em palco, o seu afago a Dino desafia qualquer código de ética.

A questão das Bets é outra imbecilidade presidencial. O governo regulamentou e cobrou outorgas e, agora, volta atrás dizendo que a situação causou um efeito crônico na saúde do brasileiro. Jogou a segurança jurídica do Brasil na lata do lixo.

O termo imbecil foi trazido pelo próprio Lula ao contexto político. Um jargão, que pode ser usado agora, já que o próprio Lula fez perder o respeito com uma agressão chula em desespero eleitoral.

A onda do anti-petismo não está na crise do STF ou no Master. Está no caixa de supermercado e na disparada da cesta básica. A ficção da picanha foi, sem dúvida, a primeira imbecilidade eleitoral. O deputado Nikolas Ferreira ganhou um presente de Lula e Janja na semana da eleição. Ele materializa a onda anti-PT que toma conta do país.