Coluna Magnavita | Os deuses estão se matando no Olimpo do STF. Correio antecipou há oito meses os reflexos nas eleições
Quer saber primeiro? Leia o Correio da Manhã! O slogan do jornal se aplica na análise que publicamos sobre a briga do STF. No dia 12 de fevereiro de 2026, no online e 13 de fevereiro no impresso, a coluna fez o seguinte registro, que, pela sua importância histórica, transcrevemos a seguir: "Só um ministro do STF pode deter outro colega. Fazem parte de uma casta suprema, algo similar ao Olimpo dos deuses da mitologia grega, bem acima dos planos dos mortais. Neste cenário, a convivência entre os pares ocorre diferente de outros colegiados. Só um Deus pode fulminar outro.
Este balé cria uma liturgia respeitosa indiferente da origem de cada um colocado neste patamar supremo.
Na Grécia Antiga, o Olimpo era a morada dos 12 deuses principais (conhecidos como Deuses Olímpicos), como Zeus, Hera e Poseidon. Os gregos acreditavam que o topo da montanha era um reino divino, acima das nuvens, onde os deuses se reuniam para decidir o destino dos mortais e consumiam néctar e ambrosia. O nosso Olimpo é formado por 11, hoje 10, com uma cadeira vazia.
Uma ironia é que os romanos tenham adotado a estrutura grega, substituindo as divindades por equivalentes latinos, que já possuíam raízes na cultura local. Zeus virou Júpiter e, no Brasil, Edson Fachin.
O nosso Alexandre de Moraes seria, na Grécia, o Deus da Guerra, Ares, e, em Roma, Marte. Dias Toffoli poderia agora ser chamado de Poseidon ou Netuno, Deus dos Mares e dos Terremotos.
Pela primeira vez, o Olimpo está ameaçado e vivendo um terremoto sem precedentes. Um master terremoto que abala especialmente o lado que reverenciou e se beneficiou do seu Olimpo vermelho.
A crise do STF pega de proa os atuais ocupantes do Palácio do Planalto. Quem foi o autor da volta de Lula ao jogo político? Quem amordaçou a direita na campanha de 2022? Quem colocou nas grades o principal adversário de Lula, o ex-presidente Jair Bolsonaro? O atual quadro da maioria do Olimpo do STF tem a cara, as cores e a imagem dos deuses eleitos nos governos petistas."
Na edição de 12 de fevereiro, a coluna afirma com todas as letras: " Ao abalar a imagem do STF, uma crise que irá se alastrar por semanas e meses, o processo eleitoral da reeleição de Lula fica comprometido por um fato surpreendente e inesperado.
O protagonismo de Dias Toffoli tem como ironia o seu DNA no PT; o mesmo ocorrendo com Edson Fachin com DNA no MST; Flávio Dino como ex-ministro do Lula 3; Cristiano Zanin como advogado e defensor do próprio Lula; e até o ministro aposentado do STF, Ricardo Lewandowski, está contaminado com esta crise. A contaminação do Planalto é indiscutível, somando as ligações de Augusto Lima com os ministros Rui Costa e Sidônio Palmeira, além do líder do governo no Senado, Jaques Wagner." E concluía " A eleição para o Senado vai virar um plebiscito a favor ou contra o Supremo que sangra".
Na mesma coluna, publicada há oito meses atrás, a coluna finalizava: "Só um "Deus" pode matar outros deuses e o cenário é de Olimpo que sangra, colorindo de vermelho um solo que deveria ser sagrado. O terremoto é forte e balança as colunas do Planalto e do Alvorada ameaçando os mortais que estão abrigados nesses Palácios até o final de dezembro de 2026."
É por isso que o slogan do nosso jornal fica cada vez mais forte: Quer saber primeiro? Leia o Correio da Manhã!".