Coluna Magnavita | Flávio Dino usou as mesmas técnicas das assembleias do PCdoB para evitar votação contra Moraes

Por Cláudio Magnavita

Flávio Dino

Para um militante da política estudantil, que militou nos diretórios acadêmicos aparelhados pela esquerda no período do regime militar, o que ocorreu no STF, no último dia 15 de setembro, foi a importação para o plenário do Supremo de velhas práticas do PCdoB para tumultuar votações que cheiravam a derrota.

Depois de infrutíferos embates ideológicos e com a iminência de uma derrota, os militantes do ambiente universitário começavam a contestar a autoridade da mesa que presidia os trabalhos. Depois, começavam a se digladiar entre os opositores das ideias que se apresentavam com vitoriosas e promoviam uma confusão tão grande que os trabalhos eram suspensos e as assembleias eram encerradas sem nenhuma votação. Neste caso, não votar é afastar a derrota.

É só perguntar a Ricardo Cappelli, ex-secretário executivo do Ministério e ex-secretário de Comunicação do Maranhão, como ele fazia quando foi Presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) entre 1997 e 1999. Durante o seu mandato, uma das ações de maior repercussão foi a organização da vinda do líder cubano Fidel Castro ao Brasil para o 46º Congresso da entidade. Na época da militância universitária, ele era filiado ao PCdoB (partido histórico no comando da UNE), legenda na qual permaneceu por décadas até migrar para o PSB, acompanhando o ministro Flávio Dino, de quem é muitíssimo próximo e conselheiro.

O que ocorreu no STF foi a utilização da mesma fórmula. Só que estamos falando da Suprema Corte de um país com as dimensões e importância do Brasil, e não de uma assembleia estudantil dominada pelo PCdoB, aliás, o mesmo partido pelo qual Flávio Dino foi eleito deputado federal e depois Governador do Maranhão.