Coluna Magnavita | Amizade e relação de unha e carne de Dino e Andrei

Por Cláudio Magnavita

Flávio Dino e Andrei Rodrigues

O ministro do STF Flávio Dino foi unha e carne com o Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, que ele reintegrou em decisão monocrática. Foi a segunda vez que ele colocou Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal. A primeira foi quando ele foi ministro da Justiça. Em dezembro de 2022, quando anunciaram que seria o dono da pasta da Justiça, ele anunciou que tinha escolhido Andrei para comandar a PF, assumindo uma paternidade da escolha do nome queridinho pelo então presidente eleito. Lula apostava no chefe de segurança da campanha, do qual tornou-se amigo.

Ao contrapor à decisão do colega André Mendonça, é a segunda vez que ele coloca Andrei como inquilino do gabinete de diretor-geral da Polícia Federal. Aliás, é uma relação que aumentou nos 13 meses em que conviveram. Dino, como chefe, e Andrei, como subordinado, no Ministério da Justiça.

Não causa surpresa que o ministro do STF tenha sido o padrinho dessa reintegração no comando da Polícia Federal. Mas muitos juristas acreditam que essa relação deveria ser um motivo para que o Dino se dissesse impedido de decidir a volta de alguém que ele mesmo colocou no cargo.