Coluna Magnavita | Os bastidores da saída de Bruno Dantas do TCU
Não foi uma, nem duas vezes que o Correio da Manhã revelou o desejo do ex-ministro Bruno Dantas de deixar o Tribunal de Contas da União. Em uma delas, ele chegou a se referir às notas como oriundas de "jornalistas de estimação", uma alusão ao termo "advogado de estimação", que a coluna usou sobre um advogado baiano que estava sendo ungido para a sua vaga no TCU.
A equação é simples: como ministro do Tribunal de Contas da União, ele teria de viver rigorosamente dentro dos padrões salariais proporcionados pelo cargo. Casado com Camila Camargo, filha de João Camargo, presidente do grupo Esfera e ex-CNN Brasil, a família fez uma trajetória de sucesso que envolve uma rede de rádios (TMC) e, agora, uma concessão no Porto do Santos, além de outras grandes oportunidades.
Só com os negócios familiares, o quase ex-ministro do TCU poderá viver tranquilamente, além de sair com o currículo de ex-presidente da Corte de Contas. Ele ficou até o último minuto tentando fazer o seu sucessor, tentativa frustrada com a indicação de Rodrigo Pacheco pelo presidente Davi Alcolumbre. A vaga era do Senado.