Coluna Magnavita | Lisboa inicia restauração do seu patrimônio cultural
Com investimento global de 67 milhões de euros, destino aposta na requalificação de mais de uma dezena de monumentos e museus icônicos
“Lisboa é hoje a capital europeia do mundo, onde tudo acontece, numa mescla de tradição e inovação cultural, que preserva e prestigia a sua autenticidade.” Com essa afirmação, António Valle, novo diretor geral da Associação Turismo de Lisboa (ATL), deu início à apresentação dos recentes balanços, programas e metas definidas para os próximos meses, durante um sunset promovido na última terça (21), no Fairmont Copacabana, no Rio.
Considerado um destino inspirador e de oportunidades, o turismo regional desenvolve um papel de extrema relevância para a economia do país. De acordo com a última Conta Satélite do Turismo, publicada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2023, o setor representou 16,5% do PIB de Portugal. A alta demanda é confirmada pelos números de hospedagens registradas em terras lisboetas. Só em 2025, por exemplo, mais de 21,2 milhões de viajantes pernoitaram na região, correspondendo a um crescimento de 1% em relação a 2024.
Do total mencionado acima, cerca 1,2 milhão refere-se a viajantes brasileiros. Atenta a esse mercado promissor e à influência que Lisboa exerce na cultura carioca, a ATL escolheu a cidade maravilhosa para anunciar as próximas ações estratégicas do destino, entre elas, o projeto de reabilitação previsto em seu rico patrimônio cultural. Com investimento de 67 milhões de euros, financiados por fundos europeus, a iniciativa também conta com o apoio do Governo de Portugal e da Prefeitura de Lisboa.
Dentre os destaques, está a famosa — e recém-restaurada — Torre de Belém. Patrimônio da Humanidade da UNESCO, o monumento é fundamental para a identidade portuguesa, símbolo de um país virado para o mar e para a descoberta do mundo.
Igualmente considerado Patrimônio Mundial da UNESCO, o Mosteiro dos Jerónimos, também passará por intervenções na sua fachada sul, nas abóbadas da Igreja, bem como na instalação elétrica da Igreja de Santa Maria de Belém. Essa notável obra arquitetônica do século XVI, faz parte da identidade e cultura portuguesa.
Presente na lista, o Museu Nacional de Arte Antiga terá sua parte externa e interna, incluindo a Capela das Albertas, recuperadas. O espaço possui a mais relevante coleção pública nacional, da Idade Média ao século XIX, entre pinturas, esculturas, ourivesarias e artes decorativas nacionais e estrangeiras.
De grande importância nacional, o Museu Nacional do Azulejo, instalado no antigo Convento da Madre de Deus, fundado em 1509, também passará por uma empreitada de conservação, restauro e recuperação de suas coberturas, fachadas e pátio interno. O local permite viajar pela história do azulejo, desde o século XV à atualidade.
Já, o Palácio Nacional da Ajuda, residência oficial da família real na segunda metade do século XIX, deverá restaurar desde as suas fachadas e torres às caixilharias, passando pelos saguões, salas e ateliês. A edificação abriga interiores autênticos e importantes coleções de arte.
Outras atrações, como a Casa-Museu Anastácio Gonçalves, o Museu Nacional de Arqueologia, Museu Nacional de Arte Contemporânea, Museu Nacional do Teatro e Dança, Museu Nacional do Traje, Museu Nacional dos Coches – Picadeiro Real e o Panteão Nacional também integram o plano de reabilitação.
Complementando toda essa repaginada no legado lisboeta, o diretor da ATL ressaltou a rica agenda cultural que o destino oferece contando, atualmente, com importantes eventos ligados à arte, moda, design, tecnologia e esporte, bem como grandes festivais de música e de cinema, tanto nacionais quanto internacionais.
“Pretendemos revelar o bom momento que Lisboa está atravessando atualmente, construindo um posicionamento diferente de todas as outras capitais na Europa e firmando-se como um destino qualificado, sustentável e de excelência para quem busca experiências autênticas e de elevado valor”, concluiu António Valle.