Coluna Magnavita | Novo secretário da Sefaz RJ afirma que renunciou a contrato e a honorários quando assumiu a pasta
A coluna publica nota de esclarecimento recebida do Governo do Estado do Rio. Como é nossa norma editorial, publicamos na íntegra o direito de resposta:
"Sobre a reportagem publicada hoje no Correio da Manhã, é importante esclarecer: O Secretário de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro, Guilherme Mercês, é economista, não possui formação em Direito e jamais exerceu a advocacia. Sua trajetória profissional sempre esteve concentrada na área econômica. É mestre em Economia pela UERJ e possui formação executiva pelas universidades de Oxford (Reino Unido), Columbia (EUA) e INSEAD (França). Sem inscrição na OAB, não representa legalmente qualquer empresa.
Assim que tomou posse, em 29 de abril, Guilherme Mercês formalizou seu desligamento integral da atividade privada, renunciou a honorários futuros e declarou impedimento para relatar, deliberar ou despachar sobre qualquer tema relacionado a antigos parceiros comerciais, em estrito cumprimento à legislação e às normas de integridade pública.
Também em 29 de abril, todos os contratos relevantes e clientes do período em que atuou na iniciativa privada foram comunicados em ofício à Controladoria Geral do Estado (CGE-RJ).
Causa estranheza a tentativa de transformar a atuação no setor privado em fator de suspeição para o exercício de funções públicas na área econômica. Se essa lógica prevalecesse, o Brasil não teria contado com nomes como Paulo Guedes, que foi um dos fundadores do Banco Pactual e sócio fundador da BR Investimentos antes de ser Ministro da Economia; Armínio Fraga, que assumiu o Banco Central após atuar no Soros Fund Management; Henrique Meirelles, ex-presidente mundial do BankBoston antes de comandar o Banco Central e o Ministério da Fazenda; Ilan Goldfajn, que foi economista-chefe e sócio do Itaú Unibanco antes de assumir o Banco Central; Joaquim Levy, que atuou como diretor-superintendente da Bradesco Asset Management (BRAM) antes de assumir o Ministério da Fazenda e tantos outros.
É contraditório que o Correio da Manhã, que historicamente se apresenta como defensor da economia de mercado, tente agora criminalizar justamente a experiência profissional ligada ao setor privado e à livre iniciativa".