Coluna Magnavita | Servidora exemplar, mãe de autista severo é demitida por Ricardo Couto sem maiores explicações

Por Cláudio Magnavita

Interventor Judicial, Ricardo Couto

Será que só tem bandido trabalhando em cargo comissionado do estado? Se o desembargador Ricardo Couto de Castro for religioso e temer a Deus, deveria refletir sobre as tragédias pessoais e injustiças que estão sendo cometidas em seu nome no executivo, principalmente pela turma do seu GSI. Vejam este caso: a mãe de um autista severo encontrou, em Brasília, a assistência pública para o tratamento do seu filho pré-adolescente, que também sofre de paralisia cerebral e que é alimentado por sonda desde a infância.

Foi nomeada na Casa Civil e prestava serviço na representação do Estado do Rio, onde dava expediente conforme a legislação exige de carga horária para mães de crianças especiais. Tinha mesa de trabalho, assinava relatórios e cumpria religiosamente suas funções. Todos aconheciam e sabiam de sua luta.

Ao retornar das férias, que passou ao lado do filho internado em uma unidade de tratamento intensivo (uma quase rotina na vida dela), descobriu que havia sido exonerada no último dia 17 de abril sem nenhum comunicado ou aviso prévio. Só soube no regresso e pelo contracheque que veio pela metade. Ninguém a avisou e nem justificou a demissão.

No caso de autismo severo, os pais sempre são as maiores vítimas. Uma mãe neste caso é uma heroína. O que será que está ocorrendo com esta administração interina, que trata parte do funcionalismo como se fossem bandidos ou só fantasmas, mesmo aqueles que fazem sua contrapartida para o estado. O curioso é o pivô gerador dos problemas que atingem a imagem de Ricardo Couto: o delegado que comanda o GSI e acumula a Segov. É nepotismo, demissões sem critérios, nomeação de amigos e injustiças que são revistas em massa com atos tornados sem efeito. Está faltando um pouco de humanidade.