Coluna Magnavita | O DNA do PSD na intervenção judicial do Rio

Por Cláudio Magnavita

Deputado Pedro Paulo

A politização está no gênesis e no DNA da intervenção judicial que colocou o desembargador Ricardo Couto no Guanabara. O Judiciário não inicia processos sozinhos, para que a Justiça se manifeste, alguém (uma pessoa, empresa ou o Ministério Público) deve apresentar uma petição inicial ou denúncia. A reclamação foi protocolada pelo PSD estadual que tem Eduardo Paes como pré-candidato ao Governo. Como não atribuir à politização o período de interferência judicial no processo sucessório do Rio? É a pergunta que tem sido feita por juristas e constitucionalistas mais renomados do país sobre a intervenção judicial a que o poder Executivo está submetido. Até a eleição da presidência da Alerj, o desembargador Ricardo Couto era o legítimo ocupante do Palácio Guanabara. Com a recomposição do processo sucessório, ele está pendurado por uma liminar.

O deputado federal Pedro Paulo, presidente da executiva estadual, já confidenciou que apresentou a reclamação por birra, para incomodar e nunca esperava que prosperasse. Ganhou força depois que Lula cessou os apelos de Eduardo Paes, Marcelo Freixo e Quaquá e passou orientação aos ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin.