A não renovação da redução tributária que a ver da aviação, que ficou paralisada com a mudança de governo e de comando da Assembleia Legislativa do Rio, agrava ainda mais a crise das companhias aéreas que operam no Galeão e retira a competitividade do aeroporto, agora com novo concessionário. Até dezembro passado, o ICMS sob os combustíveis das aeronaves era de 7%. Em janeiro, a alíquota subiu com a promessa do Governo do Estado de enviar para a Alerj a renovação do desconto.
Com a guerra do Irã e a disparada do Petróleo, as companhias aéreas ficaram gravemente prejudicadas e a retomada do desconto passou a ser vital para ampliação de voos no Galeão, já que o cenário ficou hostil para qualquer expansão.
A GOL Linhas Aéreas havia anunciado o início da operação de longo curso para Europa e Estados Unidos, a partir do Rio, e o aumento de voos de alimentação das rotas internacionais. As empresas tiveram várias reuniões com a Sefaz, e a Casa Civil chegou a encaminhar mensagem para a Assembleia Legislativa. Se o projeto não andar e não receber a anuência dos novos gestores do poder Executivo, o estado do Rio de Janeiro perderá a chance de voltar a protagonizar rotas aéreas que beneficiam o fluxo turístico e a geração de receita para o estado. A luz vermelha está acesa no setor aéreo.