Coluna Magnavita | Sem a segurança do estado não teria show da Shakira no Rio

Por Cláudio Magnavita

Secretário de Segurança Pública, Victor Santos, durante coletiva

A atuação do Governo do Estado do Rio nos grandes do evento não pode ser avaliada apenas no patrocínio direto. O investimento vai muito além de uma conta de patrocínio. A notícia da negativa do Governo do Rio em não aderir ao patrocínio do show da Shakira virou assunto nas redes sociais, o que levou o Guanabara a divulgar uma nota que esclarece o investimento indireto que é realizado. Diz a nota oficial:

"O Governo do Estado do Rio de Janeiro, assim como no Réveillon e em outros grandes eventos, atuará com uma ampla estrutura operacional no show da cantora Shakira, no próximo sábado, em Copacabana. Ao todo, serão mobilizados 5.692 agentes de segurança do Estado, com monitoramento em tempo real, pórticos com reconhecimento facial, torres de observação, viaturas com câmeras embarcadas e outras tecnologias.

A operação também contará com a atuação da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, além de pontos de hidratação com distribuição de água ao público pela Cedae.

O Governo do Estado tomou a decisão de não patrocinar o evento em razão da grave crise fiscal que assola o Estado."

A leitura da postura do Governo estadual demonstra coerência com o que tem sido praticado, mas tem reflexo político. Principalmente para a turma da prefeitura que achava que o Guanabara seria um puxadinho do Palácio da Cidade. Agora o prefeito Eduardo Cavaliere terá de enfiar mais uma vez a mão nos cofres municipais para fechar a conta dos organizadores. Ele anunciou um reforço de mais de R$ 5 milhões e não passou recibo. Elogiou até a atitude do estado. Se a recusa fosse do ex-governador, iria chover canivete e bala perdida para todo lado. Já tem gente na prefeitura com saudades do ex-governador Castro, que sempre chegava junto com a prefeitura nos grandes eventos.