Coluna Magnavita | Dino deixou o governo para concorrer ao Senado, até que agora considera crime

Por Rafael Lima

Ministro Flávio Dino

O Ministro Flávio Dino, antecipando parte do seu voto, que será proferido na abertura dos trabalhos desta quinta, 09 de abril, fez coro ao questionamento sobre a renúncia do governador Cláudio Castro e apontou a possibilidade de ter sido uma burla para fugir da condenação. A grande ironia é que Castro foi seu colega como chefe do executivo estadual por um bom período. O próprio Dino foi governador do Maranhão por dois mandatos e no segundo renunciou festivamente ao Governo para concorrer ao Senado, seguindo os mesmos passos do colega carioca.

Castro, quando deixou o governo do Rio, já havia sido anunciado como integrante da chapa majoritária da direita, composta pelo deputado Douglas Ruas para o Governador, Rogério Lisboa como Vice, Márcio Canella como candidato ao Senado, tendo Rogéria Bolsonaro como suplente e o ele próprio como líder das pesquisas,puxador de votos. Quem no Rio não sabia que ele concorreria ao Senado? Na tese da Zanin, a saída foi uma burla ao sistema eleitoral. Outra ironia é o calendário. Quem antecipou o processo de desincompatibilização foi o prefeito Eduardo Paes, que deixou a Prefeitura na sexta dia 20 de março, data que Castro pré-agendou para sair, mas para não compartilhar as manchetes deixou no dia útil seguinte. O próprio Correio da Manhã publicou em fevereiro de 2026 que o governador e o prefeito poderiam sair na mesma data.