Coluna Magnavita | Os tropeços e gaguejos do ministro novato do STF

Por Cláudio Magnavita

Ministro Cristiano Zanin

A falta de vergonha e de sutileza vai muito além da subordinação às leis, aos princípios constitucionais, aos ritos processuais a ponto do novato Cristiano Zanin, no seu gaguejo voto, ter revelado que poderia se perpetuar o comando do estado ao governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto de Castro. Ao finalizar o seu voto e manter a liminar que determinava eleição direta, ele omitiu que havia determinada a permanência do desembargador como governador interino até o julgamento do mérito. Em uma brilhante intervenção do ministro e presidente do STF Edson Fachin, esta falha foi apontada: "o senhor manteve o desembargador no comando do estado até o julgamento do mérito, o que estamos fazendo agora…"

Zanin teve de revelar então a sua posição: "vamos deixar este assunto em aberto para uma discussão posterior durante o julgamento". Revelou que advoga a tese de um interventor para o estado do Rio, rasgando a Constituição e passando a criar uma papel ficcional para não permitir a eleição de um governador interino ou ainda fazer que a eleição de outubro seja una, deixando o seu interventor escolhido ao arrepio da lei no comando do estado até dezembro de 2026.

Para quem tem a ousadia de julgar o TSE na presença da sua presidente e de dois membros, nomear um interventor para o Rio é café pequeno.