Coluna Magnavita | 'A população pode ter certeza de que o Estado tem um governador'

Presidente do TJRJ trabalha para estabilidade do Rio

Por Cláudio Magnavita

O governador em exercício e presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro

O governador em exercício e presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro, destacou, em entrevista coletiva, concedida na tarde desta quarta-feira, 25 de março, no Fórum Central, que está atento às necessidades do estado e da população fluminense mesmo ocupando interinamente o cargo.

“Vou procurar fazer tudo o que tiver ao meu alcance, durante o meu período como governador em exercício. Pode ser uma semana, um mês ou um pouco mais. Mas quero deixar claro que, nesse período, a população pode ter certeza de que o Estado tem um governador. E se tiver que tomar decisões drásticas, elas serão tomadas”, afirmou.

Cumprindo o prazo de 48 horas, estabelecido por lei, após ter assumido o Executivo, o governador em exercício informou que, ainda nesta quarta-feira estaria enviando ofício à Assembleia Legislativa do Rio para comunicar a ocorrência da vacância dos dois cargos de comando do Poder Executivo e determinando a convocação das eleições para o governo.

Revelando ter constatado o acirramento de ânimos entre possíveis candidatos, antes mesmo de ter início o processo eleitoral, Ricardo Couto destacou a importância da correção do processo para que as eleições transcorram de forma tranquila em benefício do Rio de Janeiro.

O governador em exercício também falou sobre sua atuação nos primeiros dias à frente do Executivo.
“Eu recebi ofício, na segunda-feira, 23 de março, já próximo às 22 horas, comunicando a renúncia do governador Cláudio Castro. Na terça-feira, já como governador, conversei, inclusive, com o procurador-geral do Estado sobre questões envolvendo os royalties do Rio de Janeiro. Nesta quarta-feira, me reuni com vários secretários, como o secretário de Fazenda e o chefe de gabinete da Casa Civil para discutir questões envolvendo receitas e despesas. E já estou agendando reunião com a área de segurança do Estado”, relatou.

O desembargador Ricardo Couto de Castro destacou, ainda, que está exercendo a interinidade dentro de uma visão de temporalidade. “Estou exercendo essa atividade de maneira excepcional e temporária. Então, nesse exercício, tenho que ter uma preocupação muito grande com Estado. Quanto a mudanças drásticas e suas consequências, considerando a minha saída, por exemplo, em uma semana. Tudo isso tenho que analisar com responsabilidade.”

Indagado sobre como será sua atuação, caso ocorram denúncias de eventuais irregularidades no Executivo, o governador disse que elas serão apuradas, desde que sejam apresentadas e fundamentadas pelas vias próprias.

“Quando falamos de irregularidades, toda e qualquer imputação de responsabilidade deve ser apurada através do processo. Se nós queremos um Estado melhor e tivermos conhecimento de alguma irregularidade, devemos comunicar pelas vias próprias, com embasamento e devidamente documentada.