Coluna Magnavita | Canelada do Canelinha
A Prefeitura de Paraíba do Sul, no Rio, aumentou o gasto com combustível em mais de R$ 615 mil por ano e a decisão gerou questionamentos. A decisão da administração do prefeito Canelinha vem sendo questionada por seu impacto financeiro, já que o município deixou de adquirir combustível diretamente de uma distribuidora atacadista, com preços menores e contrato que poderia ser renovado, e passou a comprar de um posto revendedor, com valores muito superiores.
Os números são claros: Diesel S10, antes era R$ 5,90 e agora R$ 6,49; já a gasolina comum, passou de R$ 5,65 para R$ 6,49. No consumo anual da frota municipal, essa diferença representa aproximadamente: R$ 354.885 a mais por ano no diesel e R$ 260.400 a mais por ano na gasolina, totalizando cerca de R$ 615.285 a mais por ano. Em quatro anos, o impacto pode ultrapassar os R$ 2,4 milhões.
Isso ocorre em um momento de extrema fragilidade das contas públicas do município fluminense, em que fornecedores relatam dificuldades para receber valores pendentes da cidade.
Especialistas em gestão pública lembram que a legislação determina que a administração deve contratar a proposta mais vantajosa e agir com economicidade. Ficam alguns questionamentos para o prefeito: Qual foi o critério técnico para substituir o fornecedor mais barato? Houve estudo comparativo formal? Qual a justificativa para pagar muito mais? O dinheiro envolvido é público e dinheiro público exige transparência.
