Coluna Magnavita | Meio jurídico estranha pedido de Lula a Trump para prender quem não possui condenação
As bravatas presidenciais para inglês ver
Um advogado inglês, correspondente de um dos maiores escritórios de advocacia do Brasil, enviou uma curiosa consulta aos seus parceiros brasileiros. Ele quer saber a razão do Presidente da República do Brasil apelar para o presidente norte americano para prender e repatriar um empresário brasileiro na área de combustíveis que não possui nenhuma condenação na justiça brasileira ou internacional, não possui pedido de prisão e nem está foragido.
A sua curiosidade é provocada por grandes clientes estrangeiros, principalmente na área de energia, preocupados com a falta de limites em utilizar uma entrevista coletiva para afirmar que está perseguindo um cidadão brasileiro sem utilizar ordenamento jurídico e o pior envolver um presidente de um país estrangeiro para, informalmente, despachar alguém que não está condenado e não tem ordem de prisão.
O correspondente brasileiro está com dificuldades de justificar a bravata presidencial. Como explicar aos ingleses que Lula está construindo, no imaginário popular, a figura de um marajá do crime, como Fernando Collor fez com os marajás dos supersalários, para justificar a falência do seu governo no combate ao crime organizado. A maior dificuldade é também explicar que o ministro da Justiça, que cuidava do combate ao crime organizado, recebia de um banco liquidado um pró-labore mensal de R$ 250 mil através do escritório dos seus familiares.
O que o advogado inglês não vai entender é como uma bravata desta possa existir no Brasil sem que nenhum veículo da imprensa questione o Presidente de passar por cima dos marcos legais e que Lula não responda até agora nenhum processo em corte internacional por ultrapassar a linha do estado de direito. Logo ele que esteve, segundo a sua defesa, preso injustamente por quase 500 dias em Curitiba.
