Coluna Magnavita | Aroldo Cedraz deixa o TCU aplaudido pelos colegas

Por Cláudio Magnavita

Aroldo Cedraz

O ministro Aroldo Cedraz participou, nesta quarta-feira (25), da sua última sessão da carreira no TCU (Tribunal de Contas da União). Ele completa 75 anos nesta quinta-feira (26) ficando obrigado a se aposentar compulsoriamente.

O presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, prestou homenagem ao colega que ficou 20 anos na corte de contas, ocupando o cargo de decano: "O legado do ministro Cedraz não se resume à dimensão técnica. Sua convivência institucional foi pautada pelo respeito e pelo compromisso com o diálogo. Soube divergir com elegância, construir consensos quando necessários e preservar, acima de tudo, o espírito de colaboração que sustenta a autoridade desta Corte".

Dois nomes do Rio disputaram a vaga de Cedraz. Os deputados Hugo Leal e Pedro Paulo são citados como possíveis candidatos. Já o vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes, também é citado para o TCU, mas para a vaga do ministro Augusto Nardes.

Na disputa, corre um conterrâneo de Aroldo Cedraz, o deputado Elmar Nascimento (União-BA), que esteve cotado para presidir a Câmara antes do consenso formado no nome de Hugo Motta.

Cedraz tem sido chamado para voltar à política partidária e se candidatar na eleição de 2026 ao Senado pela Bahia.

Um dos nomes mais respeitados do TCU, a sua aposentadoria abre uma lacuna de ministros com coragem e capazes de dar respaldo ao corpo técnico do tribunal. Aroldo é formado em medicina veterinária. Antes de assumir o posto de ministro do TCU, foi secretário de Indústria e Comércio da Bahia e deputado federal pelo seu estado durante quatro mandatos.

Na última sessão, ele foi aplaudido pelos colegas e homenageado pelos servidores da corte, onde é estimado pela sua humildade e trato fidalgo com os mais simples.