Coluna Magnavita | Receita Federal vai fechar o cerco à chegada das 'balas' para o Carnaval
As alfândegas do Rio e de Salvador estão atentas para o período do Carnaval e o movimento atípico de passageiros trazendo 'balas' para consumo no Carnaval.
O consumo de "balas" (ecstasy/MDMA) e outros comprimidos químicos em grandes eventos como o Carnaval e festas eletrônicas provoca alterações profundas no sistema nervoso central, com riscos que se intensificam em ambientes de calor extremo e aglomeração.
Agora em 2026, as autoridades de saúde e segurança continuam alertando para a alta periculosidade dessas substâncias devido à fabricação clandestina, que, frequentemente, mistura componentes desconhecidos como anfetaminas, cafeína ou até anestésicos veterinários (cetamina).
As substâncias agem inundando o cérebro com neurotransmissores (serotonina, dopamina e norepinefrina), gerando sensação de felicidade suprema, desinibição social e maior sensibilidade sensorial e tátil. Produz o aumento severo dos batimentos cardíacos, da pressão arterial e da temperatura corporal (hipertermia). É fácil identificar o usuário com ranger de dentes (bruxismo) e maxilares cerrados (trismo).
A Alfândega da Receita Federal estará mais atenta nos Aeroportos e Portos e as autoridades de segurança nos terminais domésticos e rodoviárias.