Coluna Magnavita | SBT não está à venda

Por Cláudio Magnavita

Sede do SBT, em São Paulo

Desejada pelo market share que ocupa no mercado brasileiro e pela força com as faixas mais populares da população, o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) é desejado há décadas por grupos econômicos que almejam ampliar a atuação no mercado de comunicação. Só que as herdeiras de Silvio Santos não cogitam em qualquer hipótese a venda da emissora, considerada como um legado do pai.

Em vida, Silvio Santos quando era abordado sobre o tema, só se interessava em saber o quanto estavam dispostos a pagar e a conversa não passava deste ponto. Uma proposta de compra da rede de televisão, que foi articulada pelo grupo de comunicação do apresentador Ratinho, nem chegou a ser recebida.

Para a coluna, uma fonte ligada aos acionistas deixou bem claro: “o SBT não está à venda”. A família Abravanel pode até negociar outras empresas do grupo, mas nunca o SBT, pelo legado de Silvio e como forma de honrar a sua memória.

O SBT viveu um processo de transição no período de afastamento do próprio Silvio do vídeo e manteve os índices de audiência. O desejo de aquisição da rede é visto pelo mercado como um reconhecimento à saúde e boa gestão do SBT, mas não está à venda. Para um negócio ser realizado, além do comprador, é necessário um vendedor, o que neste caso não existe.