Coluna Magnavita: Cristina Gaulia, incansável na inclusão do social no judiciário fluminense
Integrante da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), a desembargadora Cristina Tereza Gaulia tem formação humanista e uma trajetória no Judiciário fluminense marcada pelo trabalho dedicado a levar o direito à Justiça para todos. Os 35 anos de carreira na magistratura solidificaram a convicção de que os magistrados devem sair dos autos e do meio jurídico para ampliar seus horizontes e prover a prestação jurisdicional de forma mais eficaz. Para isso, acredita, é preciso estudar outras Ciências Humanas além do Direito e conhecer a realidade dos brasileiros.
Nascida no Rio de Janeiro, Gaulia é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela UFRJ, formada em 1980, doutora em Direito pela Universidade Veiga de Almeida, mestre em Direito pela Estácio e especialista em mediação pela Université du SherBrooke/Université McGill, de Montreal (Canadá).
Atuou como promotora de Justiça do Estado do Rio de 1984 a 1988. Magistrada desde 1988, é desembargadora há 14 anos. Coordena o programa Justiça Itinerante, que ao longo de seus 18 anos superou mais do que distâncias geográficas entre o Judiciário e a população do Estado. O programa tirou da invisibilidade famílias inteiras; levou cidadania aos que mais necessitavam e abriu portas para a realização de sonhos. Também é coordenadora do Justiça Cidadã de Formação de Lideranças Comunitárias do TJRJ.
Foi diretora-geral da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ) no biênio 2021/2022, cuja gestão procurou valorizar cursos de extensão, de pós-graduação lato sensu e stricto sensu para magistrados de primeiro e segundo graus. Além de incentivar as juízas e os juízes a fazerem mestrado, doutorado.
