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Sem apoio de empresários, Lula apostou no fim da 6 X 1
O pragmatismo venceu o medo. A certeza de que não teria o apoio do empresariado na disputa eleitoral fez com que o governo decidisse embarcar de cabeça na aprovação da proposta de fim da escala de seis dias de trabalho por um de folga.
Na avaliação do Palácio do Planalto, mesmo que fizesse concessões importantes relacionadas ao projeto, o presidente Lula (PT) continuaria a ser preterido pelo mercado financeiro e por empresários da indústria, comércio e agricultura — todos afinados com propostas conservadoras, mesmo que representadas pelo bolsonarismo. Diante da constatação, o governo decidiu se empenhar para que a mudança fosse efetivada.